Asa Sul

GDF consegue liminar para derrubar barracos nas entrequadras 912/913 Sul

Atualmente, 13 famílias moram no local. Derrubada deve-se a obra do Viaduto da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig)

Pedro Marra
postado em 12/04/2022 06:00
 (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)
(crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)

O Governo do Distrito Federal (GDF) conseguiu uma liminar da Justiça que autoriza a derrubada de barracos de uma invasão entre o Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, e uma bacia de contenção nas entrequadras 912/913 Sul, por conta da obra do Viaduto da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), no Sudoeste. Atualmente, 13 famílias moram no local.

Em nota, a Secretaria DF Legal informou que não há previsão, até o momento, de operação na região. "Aguardamos retorno da Procuradoria Geral para apuração sobre a liminar e isso só será possível nesta terça-feira (hoje)".

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) destacou que durante ações de remoção, os agentes sociais que acompanham os trabalhos ofertarão para as famílias vagas no serviço de acolhimento institucional. "Atualmente, existem 19 casas de passagens que estão habilitadas para receber homens solteiros, famílias, mulheres vítimas de violência e crianças e adolescentes. Os servidores ainda apresentam os serviços, benefícios e programas socioassistenciais de forma que possam ser inseridos nas políticas públicas do DF", destacou a pasta.

Coordenador pedagógico da Escola Meninos e Meninas do Parque (EMMP), localizada no Parque da Cidade, Gabriel Baudson Godoi, afirma que a escola presta um atendimento de educação humanizadora para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, principalmente dos barracos próximos à região, entre eles os da 912/913 Sul.

"Não só na questão do ensino formal, mas voltado à construção do cidadão, porque essas crianças vêm para cá por não terem banheiro, água, luz e não têm onde se alimentar. Aqui oferecemos banho e um uniforme", explica Gabriel, que trabalha na escola desde janeiro.

Os profissionais da EMMP recebem as crianças pela manhã, quando há aula na unidade. "Elas veem de onde tem barro solto, chegam com muito piolho, e até para isso a gente passa remédio na cabeça deles, passamos o pente fino e mandamos o remédio para a família", relata Ivete Aguiar, coordenadora da EMMA. Pela manhã, são 16 alunos atendidos. À tarde, a escola tem aulas para Educação de Jovens e Adultos (EJA), com cerca de 200 matriculados.

 

 

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