Segurança

Drones e câmeras de vigilância ajudarão policiamento no carnaval

GDF montou plano para o carnaval, com participação de organizadores dos desfiles. Raparigueiros investirá em proteção de foliões

É o primeiro ano com medidas impostas contra o Raparigueiros após incidentes do ano passado -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
É o primeiro ano com medidas impostas contra o Raparigueiros após incidentes do ano passado - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
postado em 09/02/2024 06:00

Blocos e autoridades de segurança estão empenhados para que o carnaval em 2024 seja o mais seguro possível ao 1,7 milhão de pessoas esperadas para a festa no DF. A Secretaria de Segurança Pública (SSP), entre outras ações, fará monitoramento aéreo e também utilizará câmaras de vigilância e drones no circuito em que as agremiações se apresentarão. A Liga dos Blocos Tradicionais, por sua vez, orientou seus associados a adotarem medidas para evitar episódios violentos, como brigas entre foliões e furtos.

A SSP divulgou que, para o período oficial de carnaval, o planejamento para a manutenção da ordem pública nos eventos, teve a participação de diversos setores do governo e da sociedade, incluindo os responsáveis pelos eventos. De acordo com o titular da pasta, Sandro Avelar, essa integração busca estabelecer uma melhor estratégia de atuação na proteção do público.

Na última semana, para o pré-carnaval, a pasta seguiu o Protocolo de Operações Integradas de Brasília. Os 16 eventos públicos foram acompanhados pelo Centro Integrado de Operações (Ciob), que recebia — em tempo real — imagens captadas em vários pontos.

"Os festejos serão monitorados pelo Ciob, com o apoio de câmeras e drones, congregando órgãos, instituições e agências governamentais voltadas à segurança, mobilidade, saúde, prestação de serviços públicos e fiscalização", detalhou Avelar. "Nosso objetivo é garantir que a população possa desfrutar essa importante manifestação popular com segurança e tranquilidade", disse.

Dados da SSP apontam que o carnaval do ano passado teve uma redução de 24% nas ocorrências criminais, em comparação a 2020. Em 2021 e 2022, a festa não aconteceu de forma oficial, devido à pandemia da covid. Em 2023, houve 404 ocorrências, nenhuma de violência sexual, segundo levantamento da secretaria de segurança. Um revólver e 55 facas foram apreendidos. E também foram registradas 17 ocorrências envolvendo drogas.

Agremiações

O vice-presidente da Liga dos Blocos Tradicionais, Jean Costa, disse ao Correio que sua entidade participou de reuniões com a pasta dirigida por Avelar e também com representantes da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Nesses encontros, pediram reforços no policiamento, com uma presença ostensiva, e nas equipes de socorristas, durante as apresentações dos blocos. Solicitaram também a realização de revista nas pessoas que chegariam aos eventos, assim como cercamento temporário e melhora da iluminação dessas áreas. Em relação a seus integrantes, a associação os orientou a contratarem serviços de proteção e paramédicos para atender o público em eventualidades.

Dentro das preocupações com a proteção dos foliões no DF, este é o primeiro ano em que a SSP impôs medidas específicas nesse sentido ao Bloco Raparigueiros. No desfile da agremiação, ano passado, foram registrados 10 esfaqueamentos e as apreensões de quatro canivetes, três tesouras e frascos com o alucinógeno "loló".

À reportagem, Jean Costa, também presidente do Raparigueiros, explicou que para 2024, eles investiram na contratação de seguranças, brigadistas, ambulâncias e posto médico. Acrescentou que decidiram mudar o horário do seu desfile para reduzir riscos. "Vamos começar e terminar mais cedo: das 15h às 22h. Estamos prontos para colaborar e fazermos uma grande festa para nossa cidade, mantendo a paz e tranquilidade dos nossos foliões", afirmou.

"O número de ocorrências é proporcional ao público que cada bloco atrai. Não foi o Raparigueiros que inventou a violência. Ela, infelizmente, está em todas as partes da sociedade. Infelizmente os bandidos não tiram folga no carnaval, se aproveitam do momento de descontração dos foliões e atacam para roubar e tirar os seus pertences", lamentou Costa. Segundo ele, baseado em levantamentos da liga, problemas do tipo têm grandes chances de ocorrer no Galinho, Baratona e Baratinha por atraírem ao redor de 30 mil pessoas. Nos demais blocos, que alegram uma média menor — 12 mil — isso praticamente não acontece.

Segundo o dirigente, o carnaval de Brasília é um dos mais seguros do país, e as medidas impostas ao Raparigueiros serão cumpridas. "Estamos trabalhando com diversas campanhas nas nossas redes sociais com a cultura de paz, contra a exploração sexual e o 'Carnaval Limpo' — para manter a nossa cidade limpa", completou.

CB.Folia

O Correio premiará, pelo sétimo ano, os melhores blocos de rua do DF. A iniciativa busca destacar a importância da cultura carnavalesca, além da diversidade e da relação de pertencimento à cidade.

O reconhecimento, CB.Folia, contemplará as categorias: Melhor Bloco de Rua (1º, 2º e 3º lugares), Melhor Momento, Melhor Fantasia e a novidade da edição deste ano, Melhor Fantasia Infantil, com júri técnico; Melhor Bloco de Rua, com votação popular.

A apuração será em 14 de fevereiro e os ganhadores anunciados dois dias depois, às 16h, no auditório do edifício-sede do Correio Braziliense, no SIG, Quadra 02, Lote 340, quando será feita a entrega do Troféu CB.Folia aos blocos e foliões vencedores desta edição.

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