CB.Debate

Secretária da Mulher afirma que combater a violência é um dever de todos

Giselle Ferreira cita ações de acolhimento da secretaria como fundamentais para a interrupção do ciclo de violência

Secretaria da mulher Giselle Ferreira no CB.Debate -  (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)
Secretaria da mulher Giselle Ferreira no CB.Debate - (crédito: ED ALVES/CB/D.A Press)

Durante debate realizado no auditório do Correio Braziliense, nesta terça-feira (27/1), a titular da pasta reforçou a importância do engajamento de todos os setores na luta. "O combate tem que ser de homens, mulheres, Estado e sociedade civil", afirmou Giselle Ferreira.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

A secretária ressaltou que a informação também é um grande aliado ao enfrentamento da violência de gênero. "Levar essa coragem para que a mulher faça denúncia é muito importante. Preciso levar informações de canais de denúncia e programas de acolhimento", afirmou.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Leia também: Feminicídio é recorde em 2025, com quatro mortes por dia

Para Giselle, o conhecimento se torna uma arma fundamental contra a violência. "Às vezes, a mulher não sabe que está sendo agredida. Ela precisa saber dos sinais para poder realizar a denúncia", comentou.

Sobre políticas públicas, a secretária disse que a dependência financeira ainda é um empecilho para a denúncia. "Muitas vezes, a  mulher que possui a dependência econômica pensa muito antes de sair desse ciclo", disse Giselle Ferreira. 

Leia também: Vídeo: Mulher é encontrada morta na Estrutural; polícia busca autor

Para contornar esse cenário, a secretária possui ações de acolhimento e capacitação, como o aluguel social e transporte social. "Identificamos que esse acolhimento é uma porra de saída para esse ciclo de violência", frisou.

O debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” acontece hoje, a partir das 9h, no auditório do jornal (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais. A programação conta com dois painéis centrais: o primeiro, "Do discurso à ação", focado em políticas públicas com a presença de representantes do Ministério das Mulheres e do TJDFT; e o segundo, "O papel da sociedade", que abordará prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.

Leia também: Violência contra a mulher é tema de debate no Correio na terça-feira (27/1)

A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.

WhatsApp: (61) 9366-9229

Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.

Telefone: (61) 2326-4615

Assista ao vivo o CB.Debate:

  • Google Discover Icon
postado em 27/01/2026 12:12
x