
A violência enfrentada por mulheres indígenas em áreas dominadas pelo garimpo ilegal foi colocada no centro do debate pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em coletiva de imprensa ocorrida no evento CB.Debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos”, promovido pelo Correio Braziliense nesta terça-feira (27/1).
Segundo a ministra, a degradação ambiental e a violação de direitos humanos caminham juntas nesses territórios. Em regiões onde o Estado se ausenta e a exploração predatória avança, mulheres e meninas indígenas passam a conviver com a violência sexual como parte da rotina. “Existem mulheres indígenas que vivem em locais de garimpo e que são exploradas sexualmente, assim como crianças”, comentou.
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Marina destacou que esse tipo de violência é apenas uma das faces de um problema estrutural mais amplo. Para ela, a agressão contra mulheres assume diferentes formas — simbólica, psicológica, política e física — e se alimenta de uma cultura que desumaniza quem ocupa posições de vulnerabilidade. “A violência tem levado à eliminação, à destruição da própria existência das mulheres”, disse.
Ao comentar a importância do evento promovido hoje pelo Correio, Marina avaliou que o debate público é essencial para romper silêncios históricos. Ela citou, como exemplo, relatos de violência obstétrica que atingem de forma desproporcional mulheres indígenas, negras e pobres. “No momento de maior fragilidade, quando uma vida está sendo trazida ao mundo, muitas mulheres são agredidas simplesmente por serem quem são”, concluiu.

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