Entrevista

CEB investirá R$ 4 bilhões em melhoria hídrica até 2029, avisa presidente

Ao CB.Poder, Luís Antônio Reis, presidente da Caesb, detalhou como vai ser aplicado o investimento em aumento da segurança hídrica e melhoria do tratamento de esgoto do DF. "Brasília é o maior fabricante de água do Brasil", destacou

 27/01/2026 Bruna Gaston CB/DA Press. CB Poder, Luís Antônio de Almeida Reis, presidente da Caesb. Na bancada Adriana Bernardes e Roberto Fonseca
       -  (crédito:  Bruna Gaston CB/DA Press)
27/01/2026 Bruna Gaston CB/DA Press. CB Poder, Luís Antônio de Almeida Reis, presidente da Caesb. Na bancada Adriana Bernardes e Roberto Fonseca - (crédito: Bruna Gaston CB/DA Press)

Infraestrutura e abastecimento de água foram temas discutidos, nessa terça-feira (27/1), no programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Aos jornalistas Adriana Bernardes e Ronayre Nunes, o presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Luís Antônio Reis, falou sobre obras de urbanização, investimento de R$ 4 bilhões, novos reservatórios e modernização de sistemas. Confira, a seguir, os principais pontos.

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O investimento de R$ 4 bilhões até 2029 chama a atenção. Quais são os principais planos para esse dinheiro? Podemos considerar esse montante adequado para o Distrito Federal? 

Esse valor é bastante adequado. Esse plano de investimento foi trabalhado pela equipe de planejamento da Caesb, que é muito séria. Quando você olha a Sabesp, por exemplo, a companhia tem 40 milhões de habitantes no estado de São Paulo e o plano de investimentos é de R$ 40 bilhões. É 10 vezes maior do que o da Caesb, porque a população é mais de 10 vezes maior. Os nossos eixos principais são três: aumento da segurança hídrica, redução de perda de segurança hídrica e melhoria do tratamento de esgoto. Temos recursos que buscamos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao KfW, banco alemão e ao Fundo de Garantia, em que o repassador é o Banco Itaú. Há também recursos próprios e lançamento de debêntures que a Caesb está preparando para fazer. Já está em licitação o investimento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas. Vamos mais do que duplicar a capacidade dela, modernizando e aumentando a qualidade do tratamento. Lá o investimento é de cerca de R$ 200 milhões. A ETE de Brazlândia está em licitação também, com investimento em torno de R$ 80 e R$ 90 milhões. A ETE de Melchior, que é a maior, está com uma obra em curso e termina agora em julho, com investimento de cerca de R$ 30 milhões. Além disso, hoje, Brasília é o maior fabricante de água do Brasil, sendo o maior sistema de reuso indireto para consumo humano, devido à Estação de Tratamento de Água Lago Norte. 

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Qual é o projeto para a Chácara Santa Luzia, na Estrutural?

Em Santa Luzia, vivem em torno de 4,2 mil famílias. O que a Caesb está fazendo é colocar a infraestrutura embaixo da terra para água, esgoto e drenagem. Em seguida, a companhia entra com pavimentação, meio fio, bueiros e calçadas. A Neoenergia entra com posteamento, relógios de medidores de luz e os braços de iluminação. Já a CEB Ipes coloca a iluminação. Tem uma rua que está pronta, que chamamos de rua modelo. Nela, estamos fazendo as ligações dos hidrômetros nas casas. A pessoa ganha cidadania, porque ela passa a ter um endereço com conta de água e de energia. Nessa primeira rua, são cerca de cinquenta casas que estão ficando prontas. Também estamos começando a trabalhar nas ruas vizinhas. A previsão é concluir essa obra em vinte e quatro meses.

Como estão os níveis dos reservatórios este ano? Há uma previsão para a época da seca? 

Hoje, estamos bastante confortáveis. O Reservatório do Descoberto está cheio. Já o reservatório de Santa Maria está com 72% de sua capacidade total. É 11% acima do mesmo dia do ano passado. Em 2025, ele subiu o nível até mais ou menos o início de maio. Então, temos até o final de abril para ele recuperar os níveis. É importante a ação que a Caesb está fazendo que chamamos de fabricar água porque quanto mais, no sistema, eu tenho o reúso indireto, menos eu dependo da natureza. A solução da nossa segurança hídrica passa por a gente aumentar a nossa disponibilidade e pela interligação de todos os sistemas, algo que estamos fazendo. Estamos terminando a obra que passa pela EPTG, que é a interligação do sistema do Descoberto com o de Santa Maria e a interligação do sistema de Corumbá com o do Lago Sul. Com as interligações, conseguimos manejar os níveis das águas. Este ano, terminamos essas duas. Também estamos terminando os reservatórios no Colorado e na região do Lago Norte.

A quem o programa Água Legal atende?

O Água Legal atende praticamente todo mundo que está fora do sistema formal. Tenho áreas de atendimento, por exemplo, no Sol Nascente, no Pôr do Sol, na Nova Colina, no Dorothy Stang, região informal de Sobradinho que dependia de poço. Já ligamos 15 mil unidades, atendemos mais de 45 mil pessoas. Este ano vamos atender mais de 10 mil famílias e no ano que vem também.

*Estagiária sob supervisão de Patrick Selvatti

 


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postado em 28/01/2026 01:00
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