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Saúde mental exige rede de apoio e diálogo desde a família, defende educador

Psicopedagogo Marcos Medeiros destaca impactos da perda de autonomia, estigmas no tratamento e a pressão sobre crianças e jovens

Marcos Medeiros - Educador
 -  (crédito: CB/D.A Press)
Marcos Medeiros - Educador - (crédito: CB/D.A Press)

Durante o CB.Debate Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil, o psicopedagogo e educador Marcos Medeiros ressaltou que o sofrimento psíquico afeta diretamente a autonomia das pessoas, comprometendo não apenas a vida profissional, mas também as relações familiares. Segundo ele, quando alguém perde a capacidade de se manter no trabalho ou de conviver socialmente, o apoio se torna essencial e deve começar por uma rede próxima, que envolve a família e o acompanhamento de profissionais especializados.

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Marcos chamou atenção para o estigma que ainda cerca o cuidado com a saúde mental, especialmente quando envolve tratamento clínico. “Ninguém quer carregar no currículo a ideia de que passou por uma clínica ou esteve em tratamento”, afirmou, destacando que o preconceito torna o processo ainda mais difícil para quem precisa de ajuda. Para ele, reconhecer essa realidade é fundamental para que mais pessoas se sintam seguras para buscar apoio.

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Ao abordar a criação do Janeiro Branco, o educador destacou a campanha como uma oportunidade para ampliar o diálogo sobre saúde mental na sociedade. Ele alertou que o adoecimento pode começar dentro de casa, a partir de relações familiares marcadas por cobranças excessivas, e também no ambiente escolar. “Vivemos na capital do país, onde há uma pressão muito grande por desempenho. Como educador, vejo diariamente o quanto crianças e jovens são cobrados”, pontuou, reforçando a importância de abrir espaços de escuta e diálogo para prevenir o adoecimento emocional.

CB.Debate

Em alusão ao mês dedicado à conscientização sobre a importância da saúde mental, o Correio promove, nesta quinta-feira (29/1), o CB.Debate Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil. O evento está sendo transmitido ao vivo pelo canal do YouTube e, ao final de cada painel, o público on-line e presencial poderá fazer perguntas aos painelistas.

Além dos fatores de adoecimento mental e desafios na assistência, será discutida ainda a construção de espaços de escuta e cuidado. Entre os painelistas, autoridades, médicos e especialistas compõem o debate.

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No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre 2024 e 2025, houve um aumento de 143% na quantidade de pessoas afastadas do trabalho por transtornos mentais, um cenário que pede atenção e responsabilidade por parte do governo e da sociedade.

Assista o debate ao vivo:

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postado em 29/01/2026 10:34
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