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Presidente do Sindiatacadista/DF comenta impactos da reforma tributária para o DF

Álvaro Silveira Júnior afirmou que 2026 será um ano importante para o setor se adaptar às mudanças e analisa como a medida impacta o DF

O impacto da reforma tributária sobre o setor atacadista no Distrito Federal a partir de 2026 foi tema do CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — exibido nesta quarta-feira (14/1). O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), Álvaro Silveira Júnior, falou sobre o assunto em entrevista aos jornalistas Samanta Sallum e Ronayre Nunes.

Segundo o dirigente, a reforma tributária deve impactar não apenas o setor atacadista, mas todo o ambiente empresarial. “Haverá, em 2026, a necessidade de preparação do setor para adequações à legislação, considerando que temos até 2032 para concluir todo o processo”, explicou.

Álvaro avalia que o Distrito Federal tende a ser beneficiado pelas mudanças a médio e longo prazo. Por ter um perfil mais consumidor, o imposto recolhido sobre o consumo deverá ser maior por aqui.

Desafios

Apesar das perspectivas positivas, o presidente do Sindiatacadista-DF lembrou do cenário atual no país e também no DF sobre desaceleração econômica de setores estratégicos. “Um ramo que foi muito ativo no DF nos últimos anos é a construção civil, que funcionou como um grande motor nos últimos anos. No entanto, com a Selic em torno de 15%, há dificuldades tanto para as incorporadoras quanto para o consumidor final”, disse.

Além da construção civil, o dirigente apontou o serviço público como outro pilar da economia do DF que enfrenta dificuldades. “Se fizermos uma conta de 2012 para cá, o servidor público, que é o nosso grande motor, perdeu renda e salário real. Houve um forte achatamento salarial, o que impacta diretamente as faixas mais altas de consumo”, explicou.

O presidente do Sindiatacadista-DF ressaltou, ainda, que a reforma tributária traz muitos desafios, como a carga tributária maior, que pode onerar empresários que dependem de aluguéis, por exemplo. “O imposto sobre essa atividade deve subir, o que vai impactar diretamente o fluxo de caixa. Grande parte do imposto só será compensada no momento em que o varejista realizar a venda, gerando um descompasso financeiro inicial. Com o tempo, os preços tendem a se acomodar”, afirmou.

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