A defesa da família de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 agredido pelo piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, divulgou uma nota oficial criticando a decisão judicial que negou o pedido de prisão preventiva do agressor. No comunicado, publicado nesta sexta-feira (30/1), o advogado Albert Halex afirmou que a agressão não deve ser tratada como um simples caso de lesão corporal.
“A Defesa recebe com perplexidade a decisão judicial que negou a prisão de Pedro Turra. Tratar uma tentativa de homicídio brutal como lesão corporal resolvida com fiança envia à sociedade uma perigosa mensagem de impunidade”, declarou Halex.
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A nota também levantou preocupação quanto ao andamento das investigações. “Ha indícios de que testemunhas estariam sendo coagidas e ameaçadas para não prestar depoimento. Razão pela qual acreditamos que a liberdade do agressor não é mais apenas um risco à ordem pública, mas um ataque direto à investigação”, ressaltou.
Diante da recusa, a defesa afirmou que continuará adotando medidas legais para tentar reverter a decisão judicial. “Continuaremos insistindo na prisão do agressor. Ainda acreditamos que a verdadeira justiça não tem preço”, comunicou.
Pedido negado
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou o pedido de prisão de Pedro Arthur Turra Basso por crimes investigados de lesão corporal e coerção, nesta quinta-feira (29/1). O argumento é de que a defesa da vítima não tem legitimidade para pedir prisão preventiva durante a atual fase de investigação. A Justiça também rejeitou o pedido da defesa do piloto para que o caso tramitasse em segredo de justiça.
Histórico de denúncias
Além da agressão ao jovem, Pedro passou a ser investigado em outros três episódios, totalizando quatro denúncias por violência e coerção. A última foi feita por um homem de 50 anos, registrada na quarta (28/1), na 38ª DP. Segundo o relato, as agressões ocorreram em junho do ano passado, após um desentendimento no trânsito.
A vítima afirmou ter sido agredida com tapas no rosto e empurrões depois de ser acusada, sem provas, de causar um acidente envolvendo o veículo do piloto. Imagens obtidas pelo Correio Braziliense mostram o momento do ataque. O registro foi encaminhado para a 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), que está responsável pela apuração.
Outra investigação em andamento apura a denúncia de que Pedro teria forçado uma adolescente a ingerir bebida alcoólica durante uma confraternização realizada no Jockey Club, também em junho de 2024. A ocorrência foi registrada na 38ª DP por uma jovem que tinha 17 anos à época dos fatos. De acordo com o relato, ela teria sido coagida a beber vodca durante a festa, episódio que agora integra um novo inquérito policial.
Além desses episódios, a polícia apura uma agressão ocorrida em 28 de junho do ano passado em uma praça pública de Águas Claras. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima relatou ter sido agredida por cerca de cinco minutos, com socos e um golpe de mata-leão, em frente a um bar na quadra 301. O jovem afirmou que Pedro Arthur chegou ao local acompanhado de quatro amigos e o atacou quando ele virou de costas para ir embora. A vítima disse que os demais apenas observaram as agressões.
O Correio tenta contato com a defesa do piloto. O espaço segue aberto para manifestação.
