
O homem suspeito de estuprar e manter uma mulher em cárcere privado por cerca de sete horas em Brazlândia foi preso na tarde de sexta-feira (13/2), em um hotel do Paranoá. A prisão foi realizada por agentes da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia), que investiga o caso ocorrido na última segunda-feira (9/2), no Setor Norte da região administrativa.
De acordo com as investigações, o suspeito teria atraído a vítima até seu apartamento sob o pretexto de pagar R$ 200 por um suposto serviço, cujos detalhes seriam informados apenas pessoalmente. A mulher conhecia o investigado por intermédio de uma amiga e, motivada por necessidade financeira, aceitou o convite. Ao chegar ao imóvel, no entanto, foi impedida de sair e mantida em cárcere, período em que teria sido submetida a violência sexual reiterada e ameaças constantes.
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Conforme apurado pela polícia, o homem utilizou um simulacro de arma de fogo — semelhante a uma pistola real — além de facas e uma seringa com conteúdo desconhecido para intimidar a vítima. Ele teria ameaçado injetar a substância caso ela tentasse reagir ou fugir. Ainda segundo o relato, o suspeito afirmava estar cumprindo uma suposta missão ligada à facção criminosa conhecida como “Comboio do Cão”, alegando que o crime seria uma forma de retaliação a uma suposta traição atribuída ao irmão da vítima.
A mulher conseguiu escapar ao perceber que a porta do apartamento estava destrancada. Ela correu em direção à rua e pediu ajuda a moradores da região. O suspeito ainda teria perseguido-a por um trecho da via pública, desistindo em seguida.
Após serem acionados, policiais civis e militares foram ao local, onde apreenderam uma arma de pressão usada para a coação. O imóvel foi isolado para perícia, que coletou vestígios e materiais biológicos que podem comprovar a materialidade dos crimes.
Segundo a PCDF, o homem possui antecedentes criminais por crimes graves, como estupro, latrocínio, ocultação de cadáver e violência doméstica. As investigações seguem em andamento.

Cidades DF
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