Agressão

"A premeditação do crime é visível", diz advogado da família de Rodrigo Castanheira

Defesa afirma que cinco pessoas estavam no veículo e questiona escolha do motorista, um piloto de de drift, no dia das agressões que levaram à morte do adolescente. "Será que ele era o mais habilidoso para uma fuga?", questionou

Advogado da familia reforçou que a dinâmica dos fatos aponta para uma ação previamente articulada  -  (crédito:  Ed Alves CB/DA Press)
Advogado da familia reforçou que a dinâmica dos fatos aponta para uma ação previamente articulada - (crédito: Ed Alves CB/DA Press)

O advogado da família de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, Albert Halex, afirmou, com exclusividade ao Correio, nesta quinta-feira (27/2), que há indícios claros de premeditação no crime que resultou na morte do adolescente. Rodrigo morreu em 7 de fevereiro, após ser agredido por Pedro Turra Basso, 19, na saída de uma festa, em Vicente Pires, em 23 de janeiro.

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Na entrevista, o advogado reforçou que a dinâmica dos fatos aponta para uma ação previamente articulada. “O elemento da premeditação é visível. Existiam cinco pessoas no veículo”, declarou.

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Segundo ele, um dos pontos que levanta suspeitas é o fato de o motorista ser o único menor de idade do grupo. “Quem dirigia era o único menor de idade dentro do veículo, inclusive bicampeão de drift. Será que ele era o mais habilidoso para uma fuga?”, questionou.

A defesa sustenta que a escolha do condutor e a atuação conjunta dos ocupantes do carro indicam que não se tratou de um episódio isolado ou impulsivo. “Ninguém estava ali obrigado. Eles foram com uma missão em mente”, reforçou o pai de Rodrigo, Ricardo Carneiro.

A família cobra o indiciamento de todos os envolvidos. “Quero que as outras pessoas que estavam no carro junto do Pedro Turra sejam indiciadas e paguem pelo que fizeram. É preciso ter justiça”, cobrou Ricardo.

Para os familiares e advogados, o reconhecimento da premeditação é fundamental para a correta responsabilização criminal dos envolvidos no caso.

Memória

Rodrigo Castanheira foi agredido por Pedro Turra na madrugada de 23 de janeiro, na saída de uma festa, em Vicente Pires. Ainda pela manhã, o ex-piloto  foi preso em flagrante e liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 24,3 mil.

Diante do agravamento do estado de saúde da vítima e das suspeitas de interferência nas investigações, a Justiça decretou, em 29 de janeiro, a prisão preventiva de Turra. Pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram negados. No sistema prisional, o indiciado foi transferido para uma cela individual após alegações de risco à sua integridade física.

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postado em 27/02/2026 18:14
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