CASO PEDRO TURRA

Escola de Rodrigo Castanheira pede 'cautela' após fala de advogado

Instituição afirma não haver confirmações oficiais sobre envolvimento de colegas e critica disseminação de acusações antes da conclusão das investigações

Após o advogado da família de Rodrigo Castanheira, de 16 anos, afirmar que o crime que vitimou o adolescente teria sido premeditado e envolveria um colega de escola, o Colégio Vitória Régia divulgou uma nota pedindo cautela e reforçando que não há conclusões oficiais sobre o caso. A instituição afirma que não há confirmações oficiais sobre hipóteses levantadas nas redes sociais e destaca que cabe exclusivamente à polícia apurar os fatos e à Justiça julgá-los.

No comunicado, a escola esclarece que não tem função investigativa nem poder de julgamento e, por isso, não pode se posicionar com base em versões não confirmadas. A direção reforça que qualquer conclusão precipitada contribui para a disseminação de acusações e discursos de ódio, o que, segundo a instituição, não ajuda no esclarecimento do caso nem no processo de justiça.

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A nota também aborda a convivência de Rodrigo no ambiente escolar. Segundo o colégio, durante todo o período em que esteve matriculado, o adolescente nunca registrou relatos de desentendimento ou conflito com colegas junto à capelania, ao Serviço de Orientação Educacional (SOE) ou à direção. A escola descreve Rodrigo como um aluno bem relacionado, querido por professores e amigos, e afirma que a família, sempre presente, jamais procurou a instituição para tratar de situações dessa natureza.

O Colégio Vitória Régia lamenta o que classifica como interpretações precipitadas e ataques direcionados a pessoas próximas ao estudante, incluindo membros da comunidade escolar. Em especial, a instituição manifesta solidariedade ao capelão da escola, que, segundo o texto, mantinha uma relação de cuidado, escuta e afeto com Rodrigo, reconhecida pelo próprio aluno. “Todos têm o direito de viver o luto sem serem julgados”, ressalta o comunicado.

A escola também relembra o clima vivido durante o velório do adolescente, marcado, segundo a nota, por manifestações de amor, consolo e pedidos de justiça, mas sem apelos à violência. Para a instituição, a comoção gerada pela morte de Rodrigo despertou empatia, aproximou famílias e provocou reflexões sobre o valor da vida e das relações humanas.

Ao final, o colégio faz um apelo para que não sejam alimentadas mensagens de ódio ou vingança. “A justiça será conduzida pelos meios legais, com responsabilidade e serenidade. Transformar dor em vingança apenas amplia o sofrimento de todos os envolvidos”, afirma a nota. A instituição conclui dizendo que segue em oração, solidariedade e respeito à memória do estudante e às famílias impactadas pelo caso.

Leia a nota na íntegra:

Neste momento, existem hipóteses e linhas de investigação que ainda não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades competentes. Cabe à polícia investigar os fatos e à Justiça julgá-los. A escola não possui função investigativa nem poder de julgamento, e por isso não pode se posicionar com base em suposições ou versões não confirmadas.

Durante todo o período em que esteve conosco, Rodrigo nunca registrou junto à capelania, ao SOE ou à direção qualquer relato de desentendimento ou conflito com colegas. Sempre foi um aluno bem relacionado, querido por professores e amigos. Da mesma forma, a família, que sempre foi muito presente, jamais procurou a escola para tratar de qualquer situação dessa natureza.

Por isso, causa profunda tristeza acompanhar a disseminação de interpretações e acusações feitas de forma precipitada, muitas vezes alimentando discursos de ódio que em nada contribuem para a busca da verdade ou para o processo de justiça.

No velório, muito se falou sobre pedidos de justiça, mas o que marcou profundamente aqueles que estiveram presentes foram as palavras de amor, perdão e consolo. A vida do Rodrigo despertou empatia em milhares de pessoas, aproximou famílias, restaurou diálogos e nos fez refletir sobre o valor da vida e das relações.

Também lamentamos profundamente os ataques direcionados a pessoas que conviveram de forma próxima e sincera com ele, como nosso capelão, que mantinha uma relação de cuidado, escuta e afeto reconhecida pelo próprio Rodrigo. Todos têm o direito de viver o luto sem serem julgados.

Reforçamos nosso apelo para que não se alimentem mensagens de ódio. A justiça será conduzida pelos meios legais, com responsabilidade e serenidade. Transformar dor em vingança apenas amplia o sofrimento de todos os envolvidos.

Seguimos em oração, solidariedade e respeito.

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