Na tarde desta quarta-feira (11/2) equipes de fiscalização da secretaria DF Legal retornaram ao local da creche para averiguar as denúncias veiculadas, na segunda-feira (9/2), pelo Correio. Em nota, a secretaria disse que "A secretaria DF Legal retornou à creche Casa da Mãe Preta na tarde desta quarta-feira (11) e verificou o descumprimento da interdição lavrada ontem (10/2)".
Diante disso, a DF Legal aplicou uma multa de R$ 33.938,80 e colou um lacre na entrada da creche. A secretaria informou que as atividades só serão retomadas quando as pendências no Registro e Licenciamento de Empresas (RLE) forem sanadas.
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Após a interdição, mães e funcionárias da creche procuraram o Correio para relatar que o local continuava funcionando, mesmo depois da última operação, na manhã de ontem. Também disseram que a diretoria da creche negou que recebeu a ordem. "Recebemos a informação de uma mãe que buscou a filha na creche. Ela perguntou para a diretoria se realmente houve operação e a informaram que a notícia não passava de fake news, afirmou a mulher que pediu para não ser identificada.
Entenda o caso
Em dezembro de 2025, a creche foi palco de uma confusão entre mães e a presidente da instituição. Algumas mães foram impedidas de pegar os filhos na creche no último dia de aula.
Meses após esse primeiro atrito, mães e funcionários procuraram o Correio para denunciar práticas de assédio moral e falta de manutenção no espaço, o que gerava riscos à saúde das crianças. Segundo os relatos, o ambiente de trabalho na creche teria se tornado hostil. Funcionários relatam intimidações constantes, pressão psicológica e perseguições, que teriam provocado crises de ansiedade, afastamentos e pedidos de demissão por adoecimento emocional.
As condições sanitárias da creche também foram denunciadas. O Conselho Tutelar e a Vigilância Sanitária teriam identificado focos de escorpiões dentro da instituição, inclusive em áreas de recreação infantil. Há ainda denúncias da presença de ratos e de banheiros em condições precárias, com falta de higienização adequada, além da necessidade de reformas estruturais.
A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio de nota, confirmou que recebeu as denúncias. “Encontram-se em apuração pela Corregedoria, sob sigilo”, informou.
Apesar de não ter nenhum funcionário da secretaria na creche, cabe à pasta monitorar as atividades prestadas pela instituição privada. “Eventuais omissões de servidores da SEEDF no exercício de tais atribuições também integram o escopo da apuração”, finalizou.
A reportagem entrou em contato com a diretora da Casa da Mãe Preta, porém não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
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