O líder de uma igreja evangélica no Guará, preso por suspeita de cometer abusos sexuais contra adolescentes, teve a prisão convertida em preventiva e agora responde formalmente na Justiça. O homem, de 30 anos, denunciado por crimes contra oito vítimas, foi transferido, nesta sexta-feira (13/2), para o Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda, após a Justiça receber a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
A prisão preventiva foi cumprida na quinta-feira (12/2), após o MPDFT apresentar denúncia pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Com o recebimento da denúncia pelo juiz responsável pelo caso, o investigado passou à condição de réu.
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Segundo a acusação, os crimes foram cometidos entre 2019 e 2024, contra adolescentes do sexo masculino ligados à Igreja Batista Filadélfia, no Guará 2. Das oito vítimas incluídas na denúncia, duas relataram estupro de vulnerável e importunação sexual, uma sofreu estupro de vulnerável e cinco foram vítimas de importunação sexual. À época dos fatos, os adolescentes tinham entre 10 e 17 anos.
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As investigações são conduzidas pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará 2), e tiveram início em novembro de 2025. De acordo com a apuração, o suspeito se aproveitava da posição de liderança religiosa para conquistar a confiança dos pais e se aproximar das vítimas.
Conforme relatado pelo delegado Marcos Loures à época das investigações, o suspeito adotava um padrão sistemático de manipulação psicológica. Ele ministrava cursos sobre sexualidade e “integridade sexual” voltados a adolescentes e, a partir dessa relação de confiança, convidava os jovens para encontros privados. “Ele dizia que teria outros adolescentes, mas, ao chegar ao local, estava apenas a vítima. A partir disso, iniciava os abusos”, explicou o delegado.
Os crimes ocorreram tanto na residência do suspeito quanto nas dependências da igreja. Segundo a polícia, há registros de abusos durante atividades religiosas, como festas de pijama, nas quais o líder dormia sozinho com os adolescentes. Os relatos das vítimas indicam uma progressão das condutas abusivas ao longo do tempo.
Inicialmente preso temporariamente em dezembro de 2025, o suspeito agora permanece detido por tempo indeterminado, enquanto o processo segue em tramitação.
