Entrevista/ Bia Kicis/ deputada federal (PL-DF)

PL terá 'chapa pura' no Senado, diz Bia Kicis

A parlamentar defendeu o apoio do partido à candidatura de Celina Leão ao Palácio do Buriti, falou da expectativa de que o escândalo do envolvimento do BRB com o Banco Master seja investigado e que haja uma contenção de danos

A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi a entrevistada de ontem do CB.Poder, programa do Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília. A parlamentar comentou sobre a chapa do PL ao Senado no Distrito Federal, formada pela própria deputada e pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e reafirmou apoio à vice-governadora Celina Leão (PP) como pré-candidata ao Governo do Distro Federal (GDF). Às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, Bia Kicis também abordou o impacto político das investigações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), e a candidatura do governador Ibaneis Rocha (MDB). Ela defendeu investigações rigorosas sobre a instituição financeira e classificou o caso como um dos maiores escândalos do país. 

O PL prepara uma chapa ao senado no DF com seu nome e o de Michelle Bolsonaro. Ambas apoiam a pré-candidatura de Celina Leão ao governo. Como fica essa dinâmica diante da possível candidatura do governador Ibaneis Rocha ao senado?

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Desde que eu me elegi, em 2022, fui procurada por vários partidos de direita que queriam me apoiar para o senado, por eu ter sido a deputada mais votada no DF. Existe essa legitimidade para essa pretensão. Depois surgiu a Michelle, que não teve essa pretensão, isso não partiu dela, surgiu de Bolsonaro. No início, ela dizia que não tinha interesse, mas aos poucos, por ter se tornado essa grande líder, acabou sendo algo orgânico e o nome dela veio com muita força. O governador Ibaneis também colocou essa pretensão. O que tenho a dizer é que todos são legítimos, mas o PL optou por ter uma chapa pura, e o presidente Bolsonaro, nesse fim de semana, externou isso por intermédio do deputado Sanderson (PL-RS), que foi visitá-lo, colocando os nomes que pretende como pré-candidatos do PL, tanto no DF quanto em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, estados onde havia ruídos pelo excesso de candidatos. Ele bateu o martelo, e fico muito feliz de contar com o apoio do presidente.

Como ficará a composição partidária no DF com o PL lançando duas candidaturas majoritárias? O partido apoiará Celina Leão mesmo sem candidato próprio ao governo?

Sou presidente do PL no Distrito Federal. É claro que, para o partido, seria muito bom ter uma candidatura própria ao governo. A Michelle Bolsonaro já havia abraçado a candidatura da Celina ao governo, algo que foi conversado, e é claro que estamos com a Michelle, assim como estamos também com a Celina. Então, a Celina é a nossa pré-candidata. O PL não terá candidato próprio, esse é o desenho hoje.

Diante da turbulência política envolvendo o Banco Master e o BRB, e das especulações sobre a candidatura de Ibaneis Rocha ao Senado, qual sua expectativa?

Minha expectativa é de que tudo seja investigado e que, ao final, os responsáveis, ou melhor, os irresponsáveis, aquelas pessoas que não tiveram cuidado com as contas do Distrito Federal, sejam identificadas e punidas. Precisamos tentar preservar o DF e, se for possível, que o DF socorra o banco dentro da legalidade. Quero o melhor para a população. Esse é um dos maiores escândalos de todos os tempos no Brasil e não pode acabar assim. Queremos investigar.

O governo enviou à Câmara Legislativa um projeto para capitalizar o BRB, mas ainda não há clareza sobre os valores. Qual o posicionamento do PL?

Já recebi o projeto. Acho que deve ser analisado com muito critério. Queremos preservar o patrimônio do Distrito Federal. Precisamos de uma análise técnica para verificar se ele realmente atende às necessidades. Já foi feito um estrago muito grande, agora é fazer uma contenção de danos.

Como o PL avalia a proposta de redução da jornada de trabalho que tramita no Congresso?

Há uma grande discussão na sociedade, e as entidades estão se mobilizando. A proposta promete redução da jornada e mais qualidade de vida, quem pode ser contra isso? Mas é necessário verificar se é isso mesmo que será entregue. O brasileiro trabalha muito. Existem pessoas que levantam às quatro da manhã, dependem de um transporte ruim e passam horas no trânsito, tudo isso precisa ser considerado. Agora, afirmar que reduzir a jornada vai tornar a vida maravilhosa não é tão simples. Queremos melhorar a vida do trabalhador, mas não à custa do fechamento de postos de trabalho. Estou estudando muito o tema. É preciso um estudo sério.

 


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