OPERAÇÃO

Golpe do falso aluguel faz 37 vítimas no DF; mulher é presa

Mulher de 31 anos clonava anúncios, cobrava sinal via PIX e bloqueava vítimas; polícia flagrou novas mensagens no celular no momento da prisão

Uma mulher de 31 anos foi presa preventivamente suspeita de aplicar uma série de golpes com anúncios falsos de aluguel no Distrito Federal e em Goiás. A investigação, conduzida pela equipe da 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), aponta que ela teria feito ao menos 37 vítimas entre 2022 e 2025, sempre com o mesmo roteiro: ofertas atrativas, preços abaixo do mercado e exigência de pagamento antecipado via Pix para “garantir” o imóvel. Após o depósito, o contato era interrompido.

De acordo com as apurações, os anúncios fraudulentos ofereciam apartamentos em regiões valorizadas, como Águas Claras, Plano Piloto e até Pirenópolis (GO). A suspeita clonava anúncios verdadeiros, copiava fotos e descrições e republicava o conteúdo com valores reduzidos para atrair interessados.

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As conversas eram rapidamente direcionadas para aplicativos de mensagens, onde ela criava um senso de urgência, alegando alta procura pelos imóveis. “Após a vítima pagar uma parte do aluguel, ela simplesmente encerrava as conversas, bloqueava a vítima”, explicou o delegado Rafael Catunda.

Na terça-feira (24/2), policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva no endereço ligado à suspeita, na QNL 10, em Taguatinga. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos, incluindo o celular que estava em uso no momento da abordagem. “O curioso é que, no momento da prisão, o celular dela estava recebendo mensagens de uma vítima que negociava um apartamento em Águas Claras. Essa vítima foi ouvida aqui na delegacia e confirmou toda a situação”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil identificou pelo menos 37 ocorrências com a mesma dinâmica. Conforme os registros, a mulher já possuía duas passagens anteriores por crimes patrimoniais semelhantes. Ela deverá responder por estelionato eletrônico, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão por ocorrência. “Como são 37 casos, ela pode responder por 37 crimes ou pela pena de um crime com causa de aumento, que pode chegar a até 12 anos”, destacou Catunda.

A investigação contou com a colaboração da plataforma de anúncios utilizada para a divulgação dos imóveis, que forneceu informações essenciais para identificar a autora. A suspeita permanece presa à disposição da Justiça.

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