CRIME

Túmulos do Cemitério Campo da Esperança da Asa Sul são alvos de vandalismo

Concessionária responsável pelo cemitério informou que está ciente da situação e que iniciará os reparos e as substituições necessárias das peças danificadas

O setor B da quadra 801 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, tem sido alvo de furtos e danos a lápides nos últimos dias. A situação causa revolta e preocupação entre familiares que visitam os jazigos e se deparam com sinais de depredação.

A estudante de enfermagem Tainá Rubstem, 24 anos, esteve no local após saber dos recentes casos de vandalismo. Ela constatou que os túmulos de seus familiares não haviam sido atingidos, mas relatou a angústia diante do ocorrido. “É um sentimento de dor, né? A gente fica muito triste em saber disso. Vim correndo para poder ver se os túmulos do meu vô e da minha vó estavam intactos. Graças a Deus, está tudo em paz", disse ela.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

A estudante se solidarizou com as outras famílias que tiveram o túmulo de seus entes danificados. "Eu fico triste pelas outras pessoas, porque, às vezes, elas só conseguem encontrar através dos nomes. Infelizmente, agora vai ser difícil saber isso”, afirmou. Tainá também defendeu o reforço na fiscalização. “Que tenha mais monitoramento para que esse tipo de coisa não aconteça mais”, completou.

Em nota, a Campo da Esperança informou que está ciente da situação e que iniciará os reparos e as substituições necessárias das peças danificadas. A empresa destacou que a segurança privada nos cemitérios é realizada 24 horas por dia por profissionais armados. "Porém, infelizmente, mesmo com a vigilância, ainda é possível verificar casos de furtos, o que significa prejuízo financeiro para a empresa, visto que ela repõe as peças", informou.

A concessionária também disse que, recentemente, jardineiros informais que atuam nos cemitérios perderam mais um recurso em ação movida pela empresa para regularizar a prestação de serviços de manutenção dos jazigos. De acordo com a nota, sempre que há decisões judiciais nesse sentido, aumentam os casos de depredação, furtos e envio de vídeos à imprensa.

A empresa acrescentou que, em 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) concluiu que os serviços cemiteriais no Distrito Federal são serviços públicos e, portanto, só podem ser executados pela empresa concessionária. No entendimento da Justiça, trabalhadores informais atuam de forma irregular, sem fiscalização, o que prejudica o andamento das atividades da empresa gestora.

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) orienta que familiares que verifiquem irregularidades nos jazigos procurem a delegacia mais próxima para comunicar o fato. A apuração ficará a cargo da delegacia da área onde ocorreu o evento.

Os crimes podem se enquadrar como furto (artigo 155 do Código Penal), violação de sepultura (artigo 210 do Código Penal) ou outros tipos penais, a depender do caso concreto.

A corporação ainda ressaltou que todo fato que se enquadre como crime previsto no Código Penal Brasileiro e que ocorra no âmbito do DF será investigado após o registro de ocorrência policial ou denúncia.

Davi Cruz/CB/D.A Press -
Davi Cruz/CB/D.A Press -
Davi Cruz/CB/D.A Press -
Davi Cruz/CB/DA.Press -
Davi Cruz/CB/DA.Press -
Davi Cruz/CB/DA.Press -

Mais Lidas