Durante entrevista no evento CB.Debate O Brasil pelas mulheres: proteção a todo tempo, desta quinta-feira (26/2), a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco destacou que a estrutura do país precisa mudar para zerar os casos de feminicídio e violência contra a mulher.
Para Patrícia, é ultrajante os altos números de femincidio e violência contra a mulher no Brasil. "Somos atingidas quando abrirmos o jornal com cada vez mais casos. Precisamos refletir enquanto sociedade que vivemos um problema estrutural", afirmou.
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Para mudar a estrutura que perpetua a violência contra a mulher, Patrícia cita três fatores que podem ter impacto no enfrentamento desse problema. "O primeiro fator é a educação. Educar para a equidade, para a igualdade e educar para o respeito à diversidade para que a gente possa proteger meninas de assédio e de adultização precoce", comentou. Segundo, são necessárias políticas públicas e, por fim, punir de forma severa os agressores. "Não podemos deixar que casos como o que aconteceu recentemente de um homem que estuprava uma menina de 12 anos passe impune. Temos que punir de forma exemplar", frisou.
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CB. Debate
Somente no último ano, o Brasil registrou 1.470 feminicídios. Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha e a presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM-DF), Maria das Neves Filha. No encontro, também estarão presentes acadêmicos e juristas. O debate será dividido em dois painéis: o primeiro irá tratar da proteção à mulher durante a infância, enquanto o segundo irá abordar a proteção da mulher em diferentes instâncias e órgãos dos governos.
