A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou, durante uma agenda na Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), que o BRB “foi vítima de uma fraude nacional” e defendeu as medidas enviadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para autorizar a oferta de imóveis públicos como garantia em eventual operação financeira. Segundo ela, o objetivo é preservar a instituição e evitar prejuízos maiores ao banco, que classificou como patrimônio dos brasilienses.
“É bom sempre a gente colocar que o BRB foi vítima de uma fraude nacional que aconteceu. O banco realmente é uma instituição forte, que toda a população do Distrito Federal sabe a importância”, declarou. De acordo com Celina, o banco movimenta cerca de R$7 bilhões por ano na economia local. “Toda a ação que está sendo feita por parte do governo é para preservar essa instituição”, afirmou.
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A vice-governadora ressaltou que o GDF espera punição rigorosa aos responsáveis por eventuais irregularidades. “As pessoas que foram levadas a essa fraude ou tiveram algum comprometimento com isso, a gente espera que sejam punidas com rigor, porque a instituição foi vítima e nós vamos trabalhar até o final para salvar o BRB, com toda a transparência”, disse.
Celina também citou medidas adotadas pela direção do banco para tentar reaver recursos. Segundo ela, cerca de R$400 milhões já foram bloqueados em uma ação judicial. “Ontem nós já conseguimos ter quase R$400 milhões reavidos. Foi bloqueado esse recurso que estava no Bradesco. O próprio Nelson [presidente do BRB] também está entrando com outras ações para bloqueio de todo o patrimônio do liquidante, para que o BRB não venha a ter nenhum prejuízo nessa fraude”, afirmou, em referência ao presidente da instituição.
Sobre o projeto de lei que autoriza o uso de imóveis como garantia, Celina explicou que a proposta prevê a constituição de um fundo de até R$ 2 bilhões, que serviria apenas como aval para eventual empréstimo. “Não é dinheiro que está sendo retirado do governo. São imóveis em garantia de recursos que a gente venha a precisar. Pode ser que até o final do mês a gente nem precise usar isso”, declarou. Segundo ela, o balanço patrimonial do banco, previsto para o dia 28 de março, será determinante para avaliar a necessidade da medida.
A vice-governadora afirmou estar dialogando com deputados distritais para garantir a aprovação da proposta e pediu que o tema não seja tratado sob viés político. “Estamos no ano eleitoral e isso às vezes é usado de forma muito errada. O BRB é um patrimônio de Brasília. A gente precisa separar as pessoas que erraram da instituição”, disse. “Um banco vive de credibilidade. Eu tenho certeza de que o nosso banco vai sair muito mais forte do que começou”, concluiu.
