Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (27/2), o pai do estudante Rodrigo Castanheira, Ricardo Castanheira, falou sobre os sonhos interrompidos do filho, que morreu em 7 de fevereiro após agressões atribuídas a Pedro Turra Basso, na saída de uma festa em Vicente Pires, no dia 23 de janeiro.
Visivelmente emocionado, Ricardo contou que ainda não consegue passar por lugares que lembram o filho. “Eu passo em frente à escola e não quero mais passar. Dou a volta porque não consigo. No meu escritório, onde ele ficava sentadinho comigo, eu nunca mais voltei. Tem 40 dias que eu não entro lá”, disse.
Para a família, além da dor da perda, fica a sensação de projetos e conquistas que não poderão mais ser realizados. Rodrigo já trabalhava com o pai e demonstrava entusiasmo com a própria independência financeira. “Ele sempre foi muito empolgado. Queria ganhar o dinheiro dele, comprar carro, kitnet, morar com os amigos, abrir uma empresa”, relatou.
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O jovem chegou a fazer estágio no Sesc e, depois, passou a ajudar na empresa da família, que atua na área de construção. “Eu pagava um dinheirinho para ele. Ele me ajudava a fazer orçamento, cotação, mandava propostas. Já estava começando a se inteirar do trabalho”, relembrou o pai.
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Organizado e determinado, Rodrigo tinha metas bem definidas. “Ele falava que queria juntar dinheiro. Dizia que, daqui a três anos, compraria um carro 2012 que ele queria. Ele fazia planos”, contou o pai.
