CB.SAÚDE

Médico defende lei que regulamenta venda de medicamentos em supermercados

Doutor em saúde pública Tazio Vanni afirma que a legislação é importante para evitar automedicação e problemas relacionados à polifarmácia. "Acho que a decisão chegou em uma boa hora", diz

Tazio Vanni, médico infectologista do Hospital de Base do DF, é o entrevistado do CB.Saúde -  (crédito: Bruna Gaston CB/DA Press)
Tazio Vanni, médico infectologista do Hospital de Base do DF, é o entrevistado do CB.Saúde - (crédito: Bruna Gaston CB/DA Press)

Com a nova Lei nº 15.357, sancionada pelo presidente Lula e publicada na segunda-feira (23/3), a venda de medicamentos passa a ser regulamentada em supermercados. De acordo com o doutor em saúde pública Tazio Vanni, a medida chega em resposta à diversificação de serviços de saúde. “Hoje, o supermercado está se tornando farmácia e vice-versa. Acho que a decisão chegou em uma boa hora”, defendeu o médico infectologista do Hospital de Base no CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília — desta quinta-feira (26/3).

O texto aprovado exige a venda dos medicamentos em um espaço físico delimitado dentro do supermercado, além de estrutura adequada para armazenamento e a presença de um farmacêutico habilitado. “A imagem de uma gôndola com acetaminofeno e paracetamol ao lado das bananas assusta, mas a lei dá o arcabouço para que isso não aconteça”, disse Vanni às jornalistas Carmen Souza e Sibele Negromonte.  

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O infectologista destacou que o farmacêutico habilitado possui papel essencial para combater a automedicação de pacientes e evitar problemas relacionados à polifarmácia — quando vários medicamentos são utilizados simultaneamente, com o objetivo de controlar mais de uma comorbidade. 

De acordo com o médico, a combinação de alguns medicamentos podem causar problemas, mesmo quando são “inofensivos” individualmente, e isso deve ser levado em consideração pelo atendente habilitado nas farmácias. 

Assista a entrevista completa abaixo:

 

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postado em 26/03/2026 15:59
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