
O pai da menina de 12 anos que atropelou José Brito dos Santos, 63 anos, na manhã da última quarta-feira (25/3), em São Sebastião, escreveu uma carta sobre o ocorrido direcionada à família da vítima e aos moradores da cidade.
Na carta a que o Correio teve acesso, o pai escreve: “Estou engasgado tentando explicar o que nem eu consigo entender, imagino que todos vocês estejam abalados com o que aconteceu, jamais vou conseguir apagar, apagar aquele dia das nossas memórias”.
Ainda na carta, o homem também escreveu que sabe que palavras não podem resolver o caso. “Mas que essa caneta consiga gravar com veemência o meu doloroso pedido de perdão.”
O pai, que ainda não se identificou, também se desculpou com a família de José. “À família, a que não estou me sentindo à vontade nem sequer para dimensionar, por favor, me perdoe”, escreveu.
Confira a carta na íntegra:
Em nota enviada ao Correio, a defesa da família afirmou que o caso trata-se de “um fato profundamente lamentável”. A nota também afirmou que, desde o primeiro momento, a família tem colaborado e permanece à disposição para todos os esclarecimentos necessários.
Ainda em nota, a defesa da família afirma que “a família confia na atuação da Justiça e acredita que tudo será devidamente esclarecido com responsabilidade”.
Segundo o delegado-chefe da 30ª DP (São Sebastião), Roonney Matsui, o pai prestou depoimento. "Ele apresentou a sua versão e disse que estava dormindo quando o atropelamento aconteceu." Ainda segundo o delegado, um inquérito foi aberto para investigar os fatos, incluindo a forma como a menina, de apenas 12 anos, teve acesso às chaves do veículo, e se isso era um costume, como os vizinhos afirmaram.
Relembre o caso
Na manhã da última quarta-feira (25/3), José Brito dos Santos foi atropelado enquanto voltava de uma consulta médica em São Sebastião. Segundo a polícia, uma menina de 12 anos manobrava o carro da família quando teria confundido os pedais e atropelou o idoso.
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 9h30 e encontrou José em parada cardiorrespiratória. Após 30 minutos de manobras de reanimação, a equipe não conseguiu reverter o quadro, e o óbito foi constatado ainda no local.

Cidades DF
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