Na noite desta sexta-feira (13/3), no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), foi celebrado a 7ª edição do Prêmio Marielle Franco de Direitos Humanos, criado em 2019 pelo deputado distrital Fábio Felix (Psol) para reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas e entidades que se dedicam à defesa dos direitos humanos e cidadania. A diretora de Redação do Correio Braziliense, Ana Dubeux, foi uma das homenageadas pelo ciclo de matérias contra o feminicídio produzido pela equipe do jornal.
Representado pela jornalista Adriana Bernardes, o Correio recebeu um dos troféus da noite. Ao receber a premiação, a coordenadora de produção de Cidades ressaltou o compromisso do jornal de ser uma voz constante da democracia. "Mais do que um veículo de notícias, o Correio se empreende como uma plataforma de mobilização. Nós não estamos aqui apenas para relatar os fatos, para contar as histórias de Brasil, estamos aqui para convocar a sociedade civil e o poder público para os debates urgentes", declarou. Adriana ainda revelou que no próximo dia 24, um outro grande evento sobre o tema será promovido pelo jornal.
Fábio Felix disse que, estar a frente de mais uma premiação é uma superação. "Nossa jornada está intrinsecamente ligada às nossas lutas, que nos impulsionam a aspirar à participação política. A ocupação de espaços de poder é um desafio complexo e árduo", afirmou.
O parlamentartambém ressaltou a importância de nomear o prêmio em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco. "Esse prêmio tem um significado político muito forte para nós. Essas pautas precisam continuar sendo debatidas e discutidas na sociedade. Não podemos nos invisibilizar", frisou.
Entre as categorias homenageadas, a Fanfarra Maluvidas — coletivo de artistas feministas — recebeu o troféu em Arte e Cultura. Luiza Mayor comentou sobre a importância de receber um prêmio que leva o nome de Marielle. "É uma grande honra receber esse prêmio, pois realmente a Marielle representou muitas frentes, dentre elas, a frente da luta das mulheres. Infelizmente, sua vida foi interrompida, mas não a sua luta", acrescentou.
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