Em entrevista ao Correio, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, explicou, em primeira mão, que a suspensão da lei e a consequente reversão do cenário jurídico pelo governo criaram um estado de insegurança jurídica, que tornou a situação do BRB mais complexa, elevando a sensibilidade dos investidores e dificultando o processo de capitalização por meio dos imóveis do GDF. “Em breve, faremos a assembleia cumprindo um prazo compatível para que a capitalização ocorra de maneira equilibrada e segura, superando as dificuldades impostas pela atual instabilidade jurídica”, assegurou.
Diante desse cenário, a estratégia de captação está sendo reorganizada para oferecer um leque mais robusto de opções. “Será realizado um novo road show voltado a investidores qualificados nos principais centros, como São Paulo e Brasília, para identificar quais imóveis realmente despertam o interesse do mercado”, explicou.
Para essa sondagem junto aos investidores qualificados, o banco espera a conclusão da avaliação dos imóveis, feita por uma empresa contratada. “Esse estudo fica pronto até sexta-feira”, disse.
Segundo Souza, está em discussão redimensionar o valor original do Fundo Imobiliário de R$ 6,6 bilhões, para um valor menor. E completar o montante necessário para capitalizar o banco com empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FCG) — prioritariamente — e outros bancos.
“A meta agora é saber quais imóveis o mercado realmente tem interesse. De repente o investidor qualificado não tem interesse no Centrad, que está com pendências; ou na Serrinha, devido a reivindicação de ambientalistas”, disse Nelson.
Outra estratégia envolve a securitização da dívida ativa do Estado e dos dividendos da CEB e da Caesb. “A antecipação de dividendos futuros que seriam repassados ao GDF, poderão ser destinados para capitalizar o banco”, detalhou.
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