Tecnologia

Programa premia seis empresas lideradas por mulheres nesta sexta (27/3)

Nesta edição, o Empreendedoras Tech recebeu 1.131 inscrições e selecionou 100 mulheres de 24 estados

*Por Ana Carolina Alli e Manuela Sá

Brasília recebe a última etapa da terceira edição do Empreendedoras Tech. O projeto é um programa nacional voltado ao fortalecimento de mulheres à frente de negócios inovadores em tecnologia. Após uma jornada de quatro meses de aprendizados, seis empresas serão premiadas nesta sexta-feira.

Nesta edição, o Empreendedoras Tech recebeu 1.131 inscrições e selecionou 100 mulheres de 24 estados. Durante esses quatro meses, as participantes passaram por capacitações, mentorias, e acompanhamento estratégico, adaptados ao estágio de maturidade de seus negócios. 

O evento representa a etapa final da jornada de aceleração e reúne empreendedoras para apresentações, bancas avaliadoras, rodadas de negócio, conexões com o ecossistema e premiações. O programa é dividido em duas trilhas, de Validação e Tração. As trilhas são categorias de ensino, focadas em capacidades e habilidades específicas para diferentes estágios da empresa ou serviço. 

A Trilha de Validação teve como objetivo a estruturação do produto ou serviço e na validação da solução junto ao mercado, enquanto a Trilha de Tração foi direcionada a empreendedoras que já têm produto validado e buscam escalar o negócio, ampliar mercado e aumentar faturamento. 

Além do estímulo à inovação, o evento promove diversidade. Entre as participantes selecionadas na Trilha de Tração, aproximadamente 30% se autodeclaram negras. Participantes transgênero e indígenas também foram selecionadas.

Uma das participantes beneficiadas pelo programa foi Wittoria Lobo, 29 anos, CEO da Waterpin, empresa voltada à gestão inteligente e à preservação de recursos hídricos subterrâneos. A ideia surgiu a partir de uma tecnologia desenvolvida pelo sócio de Wittoria, Moisés Castro, capaz de identificar a presença de água subterrânea. Estruturada ao redor dessa ferramenta, a empresa traz três módulos que, além de mapear os lençóis freáticos, ajudam a monitorar o impacto causado pela mineração neles e a preservá-los.

Por meio da iniciativa Empreendedoras Tech, Wittoria conta que conseguiu acelerar o processo para desenvolver sua empresa, especialmente no que se refere à experimentação de modelos de negócios. Ela deseja que seu negócio tenha um impacto positivo na vida das pessoas e que traga benefícios para gerações futuras. “Espero que ninguém mais passe sede, que a gente não perca famílias por falta de água. Com o Waterpin, quero proporcionar acesso à água por meio de ferramentas que ajudam na gestão desse recurso”, diz. 

Além do impacto ambiental, a diretora de Comércio e Serviços do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Adriana Azevedo, parte da organização da iniciativa, defende o potencial do projeto para mudar a realidade da presença feminina no empreendedorismo. “Há a criação de uma rede que conecta essas mulheres entre si, com outros negócios e com o mercado. Trata-se de um programa com valor estratégico para transformar o cenário atual, ainda marcado pela predominância masculina no setor de tecnologia e na liderança de startups no Brasil”, afirma. 

O evento é realizado pelo MDIC, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). 

*Estagiárias sob supervisão de Márcia Machado

  

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