REPRESENTATIVIDADE

Casa do Hip-Hop inaugura placa 'Eu amo Hip-Hop' em Ceilândia

Estudantes do CEF 20 participam de atividades culturais em evento de um ano da Casa do Hip-Hop e dos 55 anos da cidade

A praça da estação de metrô Ceilândia Centro ganhou uma placa com o dizer “Eu amo Hip-Hop”, inaugurada nesta sexta-feira (27/3). A ação integra as comemorações pelos 55 anos da cidade e pelo primeiro aniversário da Casa do Hip-Hop, reunindo artistas, educadores e estudantes, com o objetivo de expandir o conhecimento sobre a cultura periférica.

Pela manhã, estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 20 de Ceilândia participaram de uma programação voltada à vivência dos elementos do hip-hop. As crianças tiveram contato direto com equipamentos de DJ, aprenderam técnicas básicas de grafite e se arriscaram nos primeiros passos da dança de rua. Para muitos, foi o primeiro contato com essas expressões artísticas.

Mestre de cerimônia do evento e cofundadora da Casa do Hip-Hop, Laiz Cecilia Queiroz destacou o que essa conquista coletiva representa. “Para nós, tem uma representatividade enorme. Esse lugar era um sonho do DJ Jamaika e de todos os amantes da cultura, onde podemos ter um espaço nosso”, afirmou. 

“Eu costumo dizer que Ceilândia é um berço de arte e cultura. O hip-hop, para mim, é uma cultura que eu respiro, que eu vivo”, completou.

A escolha do local para a instalação da placa também carrega significado. De acordo com a organização, a praça da estação de metrô nunca havia sido plenamente ocupada pela comunidade. “A inauguração da placa ‘Eu amo Hip-Hop’ acontece porque esse espaço nunca teve um atrativo. Quando a Casa foi fundada, decidimos assumir um compromisso com a praça. Será um momento emocionante”, disse Laiz.

A memória de DJ Jamaica, um dos grandes nomes do hip-hop de Ceilândia, sempre estará presente no espaço. Entre os elementos que relembram o artista, está até mesmo o carro dele, uma Galaxie 71.

Irmão de Jamaica, DJ Rivas destacou a importância de manter viva a história da cultura na cidade. “Vemos crescimento, mudanças e transformação. É uma cidade em movimento”. Para ele, a atuação da Casa do Hip-Hop tem impacto direto na formação das novas gerações. “A Casa traz momentos que sabemos que estão marcando a memória de cada criança ou jovem em relação à história da Ceilândia.”

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