
Manuela Sá*
O professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Getúlio Morato Filho falou em entrevista ao CB.Saúde — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — sobre a Resolução CFM nº 2.454/2026, que deve entrar em vigor a partir de agosto deste ano, responsável por normatizar o uso da Inteligência Artificial (IA) na Medicina. Durante o programa desta quinta-feira (02/04), o especialista destacou aos jornalistas Sibele Negromonte e Roberto Fonseca que a resolução foi muito feliz e bem construída. Para ele, a norma é muito atual, pois reforça reforça o papel do médico na resposta final.
O professor também ressaltou que o uso de IA pode ajudar de diferentes formas profissionais em estágios distintos da carreira. De acordo com Morato, os especialistas que têm mais anos de experiência podem usar essa ferramenta para agilizar alguns processos do atendimento. “Ele ajuda na construção de texto, no melhor registro do prontuário médico, para diminuir o tempo gasto em consulta de registro”, afirmou.
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Para o médico em formação, Morato defende que seu uso pode ter fins didáticos. “Brinco que o especialista é aquele que já errou de todas as formas possíveis. Então, a IA vai diminuir o custo do erro de quem tem menos experiência. Antigamente, você errava na prática com o paciente. Hoje, é possível se testar várias vezes com a IA generativa antes de ter o contato com o paciente”, avaliou.
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Para o professor, apesar das vantagens que a IA traz, é essencial que médicos em formação não deixem de aprofundar o conhecimento, pois somente com uma boa bagagem o profissional pode julgar se a informação levantada por essa tecnologia está certa ou errada. “Às vezes existe uma dicotomia de ou não usa nada ou usa tudo. Na verdade, a gente precisa ter um meio termo desse caminho para saber em que momento usar essa ferramenta de modo a romper barreiras”, ponderou.
Assista à íntegra:
*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado

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