Educação

Sinpro-DF afirma que erros em pagamento de salários são recorrentes

Entidade criticou a administração do GDF na educação e exigiu correções imediatas na remuneração de professores em regime de contratação temporária

Sindicato classifica a situação como
Sindicato classifica a situação como "inaceitável" - (crédito: Jotta Casttro/SEEDF)

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) apontou em nota, nesta terça-feira (7/4), erros no pagamento de profissionais da educação em regime de contratação temporária (CTs) na rede pública de ensino. A entidade classificou a situação como “inaceitável” e “resultado de escolha política”. 

Os sindicalistas denunciam que, desde fevereiro, já haviam sido observadas inconsistências na folha de pagamento. O problema teria se repetido no mês seguinte mesmo após cobranças terem sido feitas à Secretaria de Educação do DF (SEEDF).

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No Distrito Federal, os professores neste regime de contratação representam mais de 50% do corpo docente em sala de aula, segundo o sindicato. A entidade exige a correção imediata dos erros na folha de pagamento, além da regularização dos valores devidos e a adoção de medidas que garantam a remuneração correta aos profissionais.

“São mães e pais de família que diariamente têm o direito básico ao recebimento do salário violado e vivenciam a insegurança permanente sobre sua subsistência”, diz o documento. 

O Correio entrou em contato com a Secretaria de Educação para obter esclarecimentos sobre a denúncia do Sinpro-DF, mas até a publicação da matéria não obteve resposta. A espaço segue aberto para manifestação. 

Confira a nota do Sinpro-DF na íntegra: 

"É inaceitável que, mais uma vez, o salário dos professores em regime de contratação temporária tenha vindo com erros. A situação tem se repetido mês após mês, evidenciando o descaso e a incompetência do governo Celina Leão com a educação pública do Distrito Federal. Mas não se trata de apenas um episódio pontual: é resultado de uma escolha política, marcada pela falta de planejamento, que expõe servidoras e servidores a falhas recorrentes e evitáveis.

Esse não é um caso isolado. Em fevereiro deste ano, não havia qualquer previsão de pagamento pelos dias trabalhados dos CTs. Após intensa cobrança à Secretaria de Educação do DF (SEEDF), o Sinpro assegurou que os salários fossem pagos em folha suplementar em março. Ainda assim, o problema se repetiu e os valores vieram com erros. Até o momento, esse desrespeito permanece sem solução. Diante do cenário, o Sinpro tem adotado medidas políticas e jurídicas para assegurar a imediata regularização.

A política educacional escolhida pelo governo de Celina Leão tem gerado impactos negativos diretos na vida de milhares de professores em contratação temporária. Vale lembrar que esses profissionais representam hoje mais de 50% do corpo docente em sala de aula e já atuam sob condições precarizadas. São mães e pais de família que diariamente têm o direito básico ao recebimento do salário violado e vivenciam a insegurança permanente sobre sua subsistência.

Mais do que isso, a incapacidade reiterada do governo Celina Leão compromete o funcionamento das escolas, desorganiza o trabalho pedagógico e impacta a qualidade da educação oferecida aos estudantes da rede pública de ensino do DF. É inadmissível!

O Sinpro exige a imediata correção dos erros na folha de pagamento, a regularização dos salários em atraso e a adoção de medidas que garantam que novos episódios como esse não voltem a ocorrer.

O Sindicato seguirá atuando com firmeza, em todas as frentes necessárias, até que esse direito básico seja plenamente respeitado. É urgente que o governo Celina Leão respeite e valorize quem constrói a educação pública do DF.

Diretoria Colegiada do Sinpro."

 

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postado em 08/04/2026 00:14
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