
Teve início, na manhã desta segunda-feira (13/4), o julgamento da maior chacina do Centro-Oeste, no Fórum de Planaltina. Os trabalhos começaram com a oitiva das testemunhas, etapa considerada fundamental para a decisão dos jurados.
Ao todo, 23 testemunhas devem ser ouvidas ao longo dos dois primeiros dias de julgamento. A previsão é de que 12 depoimentos sejam colhidos nesta segunda-feira (13/4), enquanto os outros 11 devem ser realizados na terça-feira (14/4).
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A primeira testemunha a ser ouvida foi de um agente da Polícia Civil, que participou das investigações do caso. Ele presta depoimento no plenário do Tribunal do Júri, detalhando os procedimentos adotados durante a apuração dos crimes.
As testemunhas arroladas incluem policiais, investigadores e pessoas que tiveram contato com as vítimas ou com elementos relevantes para o esclarecimento do caso. A expectativa é de que os depoimentos contribuam para a reconstrução da dinâmica dos crimes e o envolvimento de cada um dos acusados.
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Após a fase de oitivas, o julgamento seguirá com o interrogatório dos réus, que poderão optar por permanecer em silêncio ou apresentar suas versões. Na sequência, acusação e defesa farão os debates orais antes da decisão do Conselho de Sentença.
O julgamento deve se estender ao longo da semana, diante da complexidade do caso, que envolve cinco réus — Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva — acusados de matar dez pessoas da mesma família.

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