Chacina no DF

Após depor por mais de 6 horas, delegado que investigou chacina tem reinquirição

Ao final do depoimento, o juiz deferiu reinquirição, determinando a realização de um novo depoimento do delegado da Polícia Civil do DF Ricardo Viana, a pedido das defesas de dois dos cinco réus

 13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O delegado da Polícia Civil do DF Ricardo Viana, responsável pela investigação da chacina que dizimou 10 pessoas de uma mesma família, prestou depoimento por mais de seis horas no Tribunal do Júri, respondendo a questionamentos do Ministério Público, das defesas e dos jurados. Ao final, o juiz deferiu pedido de reinquirição, determinando a realização de um novo depoimento do investigador.

O depoimento de Viana começou pouco depois das 9h, após o relato de uma testemunha sigilosa no plenário. Na fala, o delegado detalhou a dinâmica dos assassinatos em série com base nas provas colhidas ao longo da investigação.

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Entre as declarações, a acusação de que um dos réus, Carlomam dos Santos, participou diretamente nas execuções das vítimas. Carlomam foi o penúltimo suspeito a ser preso na época dos crimes. Antes dele, a polícia chegou ao encalço de Horácio Carlos, Gideon Batista, Fabrício Silva e Carlos Henrique - todos são julgados nesta terça-feira. 

Em depoimento, Ricardo Viana afirmou que Carlomam se entregou na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) com um lenço branco em mãos, em alusão à “paz”. “Ele disse que queria se entregar para pagar pelo o que fez. Eu ainda falei que a pena desse mundo era pequena, e que ele pagaria por esse crime em outro juízo. Ele só respondeu que sabia”, detalhou o delegado sobre o dia da prisão. 

Carlomam entrou no rol de suspeitos após a perícia papiloscópica feita no cativeiro onde as vítimas foram mantidas reféns, no Vale do Sol, em Planaltina. “O papiloscopista me ligou de madrugada e informou sobre a identificação e possível presença de outra pessoa no cativeiro. A partir daí, começamos a investigar”, disse Viana.

Segundo o investigador, o depoimento confesso de Carlomam foi verossímil com os elementos já colhidos durante a investigação. “Constatamos que a ordem detalhada por ele conduzia com o que tínhamos de provas.”

Reinquirição 

Ao final do depoimento de Viana, pouco mais de 17h, as defesas de Carlomam e Carlos requereram um novo depoimento de Viana por identificar possíveis contradições. O Ministério Público se manifestou contrário. “Se há alguma divergência notada pela defesa, que seja resolvida e questionada agora”, afirmou o promotor Nathan da Silva. 

O juiz deferiu o pedido da defesa. Com a decisão, o delegado fica à disposição para prestar um novo depoimento até o fim do júri.

 

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postado em 14/04/2026 19:55 / atualizado em 14/04/2026 20:08
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