Operação Alto Custo

Criminosos desviavam cinco medicações contra câncer; veja quais

Comercializados no estados de SP, DF, RJ e em GO, os cinco tipos de remédios podem estar degradados devido à falta de refrigeração, diz polícia

As medicações eram furtadas ou roubadas de distribuidoras lícitas, e vendidas com CNPJ de empresas criminosas -  (crédito: Polícia Militar do Distrito Federal/Divulgação)
As medicações eram furtadas ou roubadas de distribuidoras lícitas, e vendidas com CNPJ de empresas criminosas - (crédito: Polícia Militar do Distrito Federal/Divulgação)

Hospitais privados e públicos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás podem ter comprado cinco tipos de medicações de distribuidoras falsas, localizadas no DF e em GO. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17/4), um esquema criminoso, que consistia em furtar remédios de uma empresa localizada em Brasília e comercializá-los para unidades hospitalares. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi acionada e está executando pesquisas e procedimentos de sua atribuição.

Colocando em risco a vida de pacientes que sofrem com sérias comorbidades, um esquema de "lavagem de medicações" desviou remédios de distribuidoras lícitas e armazenou essas medicações de forma indevida. Posteriormente, esses produtos foram comercializados e podem estar sendo utilizados por pessoas em tratamento de câncer, indivíduos com doenças autoimunes e na terapia de pacientes transplantados. Segundo informações da 10ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação, os criminosos chegaram a movimentar cerca de R$ 4 milhões com remédios de alto custo. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

De acordo com o delegado-chefe Laércio Rosseto, os medicamentos são sensíveis à temperatura, e muitos deles não estavam sendo mantidos sob refrigeração. "Isso pode causar a perda de efeitos, com a degradação dos princípios ativos", descreve o delegado. Além do risco de serem ineficazes, as medicações ainda podem ser tóxicas à saúde dos seres humanos, devido à perda da cadeia de frio.

Ou seja, devido ao armazenamento inadequado, alguns desses remédios vendidos pelos criminosos podem ser potencialmente nocivos às pessoas que sofrem com diferentes comorbidades. "Colocando esses pacientes, em especial os mais vulneráveis, em risco de vida", alertou o delegado.

Entre as medicações vendidas pelo esquema criminoso estão:

  • VENCLEXTA (utilizado no tratamento de cânceres sanguíneos, matando as células tumorais)
  • LIBTAYO (um anticorpo monoclonal humano utilizado para imunoterapia no
  • tratamento de certos tipos de câncer, como carcinoma)
  • REBLOZIL (o princípio ativo é o luspatercepte que aumenta a produção de hemácias, sendo,
  • portanto, utilizado para reduzir a necessidade de transfusões de sangue em pacientes)
  • IMBRUVICA (é indicado para tratamento de certos tipos de cânceres do sangue, como
  • a leucemia linfocítica crônica, sendo anticâncer e de uso oral em cápsulas)
  • TAGRISSO (cujo princípio ativo é indicado para o tratamento de câncer do pulmão)

 

  • Google Discover Icon
postado em 17/04/2026 14:26 / atualizado em 17/04/2026 14:40
x