Justiça

Fim da espera: veredicto da chacina de família de Planaltina sai neste sábado (18/4)

Após cinco dias de julgamento, Conselho de Sentença entra na fase final de votação em sala secreta. Decisão será lida pelo juiz ainda na noite deste sábado (18/4)

 13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
13/04/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Fórum de Planaltina, julgamento da chacina de 2023. - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A tarde deste sábado (18/4) é de expectativa e silêncio em frente ao Tribunal de Júri de Planaltina. Ao contrário do que se previa inicialmente, o desfecho do julgamento dos cinco acusados de assassinar 10 pessoas da mesma família em Planaltina deve ser antecipado, com a sentença sendo lida ainda hoje.

A nova previsão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) indica que a votação dos jurados deve ser encerrada por volta das 19h, seguida imediatamente pela leitura da sentença pelo juiz presidente.

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A movimentação em frente ao tribunal é baixa nesta tarde. O cenário de vigília é marcado pela presença solitária de apenas três familiares das vítimas, que aguardam o veredicto sob um misto de cansaço e esperança por justiça. Enquanto isso, do lado de dentro, a votação segue em andamento em sala secreta.

A votação

Desde as 9h da manhã, os sete jurados que compõem o Conselho de Sentença analisam mais de 500 quesitos. Devido à complexidade do caso e ao número de réus, a expectativa era de que os trabalhos avançassem pelo domingo, mas o ritmo das deliberações acelerou o cronograma.

Os réus que aguardam a decisão são:

  • Gideon Batista: apontado como mentor, tentou se colocar como vítima e atribuir o crime a um dos falecidos.
  • Horácio Carlos: único que não apresentou versão em plenário.
  • Carlomam dos Santos e Fabrício Silva: ambos apontaram Gideon como o cérebro por trás do plano.
  • Carlos Henrique: Alegou que acreditava tratar-se de um assalto e que abandonou o local antes das mortes.

Rito final

Nesta tarde, os jurados respondem a perguntas objetivas formuladas pelo juiz sobre a materialidade e autoria dos crimes. O voto é feito por meio de cédulas de "sim" e "não", garantindo a "íntima convicção" e o sigilo total, já que os membros do júri não podem se comunicar entre si.

A decisão final será definida pela maioria simples dos votos. Caso a previsão se confirme, o DF conhecerá o destino dos acusados de um dos crimes mais brutais de sua história antes do fim desta noite.

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postado em 18/04/2026 16:03
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