A morte do menino Lorenzo Rosal, de 10 anos, trouxe à tona um alerta para a existência de uma doença genética e rara: a síndrome de Dravet. A condição que o afetava desde os primeiros dias de vida é uma forma de epilepsia infantil que causa convulsões constantes. O menino perdeu a vida no último sábado, após uma parada cardiorrespiratória que mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), no Guará. O velório será realizado hoje na capela 1 do cemitério Campo da Esperança da Asa Sul, das 14h às 16h. O sepultamento será às 16h30.
Foram mobilizadas quatro viaturas de socorro e uma aeronave. Após 30 minutos de reanimação cardiopulmonar, os socorristas conseguiram recuperar os sinais vitais do menino, no entanto, ele acabou entrando em coma e falecendo horas depois. A mãe de Lorenzo, Eliane de Jesus Oliveira, 40, lamentou a morte do filho nas redes sociais. "Meu coração está dilacerado em saber que não terei mais o meu filho na minha vida. Agradeço a todos que lutaram cada segundo pela vida do meu Lorenzo", escreveu.
Em publicações, Eliana compartilhava sobre a epilepsia genética que seu filho enfrentava. Descrito como amoroso e sensível, Lorenzo vivia, ainda, com diagnósticos, e sua saúde era monitorada com cuidado pela mãe. A rara síndrome causava intensas crises epilépticas desde o nascimento. "Você nos ensinou a viver no seu mundo de uma forma cheia de amor", desabafou a mãe.
Doação de órgãos
A dor pela perda de Lorenzo levou a família a decidir pela doação de seus órgãos, uma vez que ele foi diagnosticado com morte cerebral. "Saber que uma parte de você vai salvar outras vidas só mostra para nós o quanto você era luz", postou Eliana. O menino era aluno de Centro de Ensino Especial 1 do Guará, região administrativa onde vivia com a família.
Em novembro de 2025, Eliana deu uma palestra para o projeto Raro Talks, da Associação Maria Vitoria de Doenças Raras (Amavi Raras). Ela havia transformado a experiência com o filho em voz ativa pela conscientização, ajudando também outras famílias. Na ocasião, ela falou sobre a mudança de vida após o nascimento do filho, quando ela passou a aprender tudo sobre a síndrome, medicar, vigiar e acolher Lorenzo de uma forma especial por conta da condição dele.
