EDUCAÇÃO

Projeto LabChias leva novas metodologias para o ensino público do DF

Nesta terça-feira (8/4), o projeto será iniciado na Escola CAIC Unesco, em São Sebastião.

Projeto de pesquisa leva capacitação para profissionais de escolas públicas do DF integrarem novas metodologias. Nesta terça-feira (8/4), a Escola CAIC Unesco, em São Sebastião, incorpora o Projeto LabChias no cotidiano da comunidade escolar. A iniciativa aposta em práticas inovadoras para transformar a escola pública a partir de dentro — desde a formação de professores à criação de laboratórios voltados para estudantes com altas habilidades.  

A inauguração do projeto na unidade escolar será marcada por uma palestra no auditório do Centro Educacional Zumbi dos Palmares, reunindo gestores, professores e representantes da rede pública. O encontro, que acontece das 9h às 12h, funciona como ponto de partida de uma proposta que combina capacitação docente, adaptação de espaços e uso de metodologias voltadas ao desenvolvimento de talentos.

Segundo a idealizadora do projeto, Rachel Heringer, tudo começou em 2020, quando um dos protótipos de escola inovadora foi aprovado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, dentro de um edital voltado à inovação no ensino público. Agora, seis anos depois, a experiência ganha uma nova fase ao ser implementada no CAIC Unesco, com a promessa de sair do papel e impactar o dia a dia da escola.

Na prática, isso significa equipar a unidade com laboratórios de Ciência, Tecnologia e Artes, além de oferecer formação continuada para professores, que devem assumir o protagonismo no uso das ferramentas e metodologias. "Na Escola Técnica de Ceilândia, nossa metodologia de transformação da escola entregou R$ 3,4 milhão em reformas equipamentos e capacitação", conta a idealizadora sobre o histórico do projeto em outras unidades de ensino.

Heringer descreve que ideia é que o projeto não funcione como intervenção externa pontual, mas como um modelo incorporado pela própria escola. A proposta dialoga com um movimento mais amplo que vem ganhando espaço no país: o reconhecimento das necessidades de estudantes com altas habilidades ou superdotação.

De acordo com idealizadora, recentemente o Congresso Nacional aprovou uma política específica para esse público, prevendo desde a identificação precoce até o atendimento educacional especializado. Nesse cenário, iniciativas como o LabChias aparecem como experiências concretas de aplicação dessas diretrizes. "Nosso modelo quer levar transformações para a rede público, uma escola de cada vez", adiciona Heringer.

Presidente do Instituto Barjouth, a pesquisadora Rachel Heringer também conduz a palestra de abertura. Inspirado no legado do botânico Ezechias Heringer - nome ligado à criação do Parque Nacional de Brasília e aos estudos do Cerrado - o LabChias incorpora uma abordagem que une ciência e educação.

A programação do evento inclui um painel com representantes da escola, da Secretaria de Educação, da FAP-DF e do Ministério da Educação, além de professores da própria unidade. A proposta é discutir caminhos possíveos para transformar a escola pública em um espaço mais atento à diversidade de perfis e potencialidades dos alunos.

Confira abaixo a programação completa:

  • 9h – 9h15: Abertura – Rachel Heringer, presidente do Instituto Barjouth
  • 9h20 – 9h50: Painel temático de abertura com lideranças da CAIC Unesco, Secretaria de Educação, Fundação de Apoio à Pesquisa do DF e Escola Técnica de Ceilândia
  • 10h – 12h: Palestra “Transforme sua Comunidade Escolar”, com Rachel Heringer

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