O venezuelano Victor Daniel Marin, 35 anos, viveu momentos de desespero no Aeroporto de Brasília. Ao voltar de uma viagem de trabalho em Belém (PA) na última quarta- feira (22/4), ele perdeu o voo de conexão para o aeroporto de Congonhas e passou três dias em um abrigo público na capital.
Segundo Victor, o tempo entre o voo que aterrissou e o de conexão foi muito curto — cerca de meia hora, o que não lhe deu tempo hábil para chegar no novo portão após o desembarque. Sem conhecer ninguém e sem dinheiro para voltar para casa, ele procurou ajuda na Polícia Federal, que o encaminhou à Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF).
Em um ofício enviado pelo órgão à companhia Gol, a Defensoria solicitou um novo ticket aéreo para Victor. “Havia muito pouco tempo para a conexão. O voo chegava às 20h25 e a conexão tinha embarque para as 20h40 e partida às 21h. Não havia pessoal na saída para orientar”, explicou o defensor público Antônio Carlos Fontes Cintra. Ainda segundo o defensor, o Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública providenciou abrigo e acolhimento ao passageiro venezuelano.
Após acionamento da Defensoria, a companhia aérea emitiu uma nova passagem para o próximo voo ao aeroporto de Congonhas, que deve sair às 21h deste sábado (25/4). O voo para Caracas, capital da Venezuela, está marcado para as 17h de domingo (26/4). A Gol Linhas Aéreas ainda informou que, até o horário do embarque, prestará todo apoio a Victor, conforme prevê a resolução n° 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
