
Conhecida pelos prédios modernos, Águas Claras vai além da estética urbana e mostra que pode oferecer qualidade de vida aos moradores. A região possui diversos espaços de convivência, como praças, parques para pets e quadras esportivas. Com opções acessíveis a poucos passos dos apartamentos, a rotina se torna mais ativa e ao ar livre, seja para caminhar, praticar esportes, passear com animais de estimação ou, simplesmente, aproveitar um momento de descanso.
Um dos principais pontos de encontro é o popular Parque Ecológico de Águas Claras, onde o policial civil Markus Sonntag, 42 anos, costuma passar parte do tempo livre ao lado de sua cachorra, a rough collie Eva, que tem guarda compartilhada e cuida dela a cada dois meses. Morador da região há quase oito anos, ele conta que escolheu viver próximo ao parque justamente pela facilidade de acesso ao lazer.
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"Eu moro a 200 metros do parque. Sempre gostei de correr, e ela (Eva) chegou na minha vida para me acompanhar. Combinou o útil com o agradável. Gosto bastante de morar aqui. Quis tornar mais prática as minhas atividades de lazer", afirma.
O parque também foi espaço de reencontro para os amigos Lucas Faraco, 18, e André Calebe Rodrigues, 18, que aproveitaram para matar a saudade após o fim da escola. Ambos moradores da região, eles elogiam a facilidade de acesso e a variedade de opções.
"Costumamos vir passar um tempo, curtir a paisagem, fazer ginástica ou corrida. Já joguei vôlei com amigos aqui e também usei o espaço para estudar. É muito versátil", diz Lucas.
Para André, a tranquilidade é um dos pontos fortes. "É um lugar muito bom, calmo, até demais durante a semana, mas quando tem gente, é tranquilo de andar também", comenta.
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Lucas reforça que a cidade atende bem às necessidades do dia a dia. "Acho Águas Claras realmente muito boa e tranquila. Nunca tive problema. E tem tudo que você precisa. Dá para viver tranquilamente só aqui", completa.
Já André compara com experiências anteriores. "Quando eu morava no Jardim Botânico, precisava andar uns 20 minutos para almoçar. Aqui, tenho cerca de seis opções perto. Tem muita coisa para fazer e muitas alternativas", explica. Apesar disso, ele aponta um problema recorrente. "O maior problema é o trânsito. As pistas são muito curtas e tem muito prédio. Querem construir mais e mais. Isso prejudica a qualidade de vida."
Esportes
A rotina ativa também é realidade para o administrador Raphael Fernandes Lima, 44, que vive na cidade desde 2014. Ele mantém o hábito de levar o filho, Théo, de 7 anos, para jogar basquete duas vezes por semana, sempre de bicicleta.
"É nossa rotina. Ele se interessou pelo basquete e eu comecei a apoiá-lo. Aqui sempre junta gente de várias idades para jogar. Meu filho gosta muito de esporte e eu incentivo todos os que ele quiser praticar", conta.
Raphael detalha que quase não utiliza carro no dia a dia. "Como tudo é muito perto e o terreno é plano, eu uso praticamente só a bicicleta. Coloco o Théo na garupa e vou com ele para todo canto. O que eu mais gosto é essa sensação de cidade do interior, com tudo perto: hospital, mercado, escola, quadras. Nunca vou para o Plano Piloto."
Natural de São Paulo, ele afirma que a comparação entre as cidades não tem nada a ver. "Eu tenho insônia, então, às vezes, saio para andar de bicicleta às 4h da manhã. Em São Paulo, isso seria impossível. Andar com o celular na mão ou com o vidro do carro aberto… Isso, para mim, é qualidade de vida", afirma.
Entre os mais jovens, a autonomia também aparece como um diferencial. O estudante João Victor Rocha, 13 anos, frequenta sozinho a quadra de basquete próxima de casa, onde treina regularmente.
"Gosto muito de jogar basquete. Aqui tem uma quadra boa. Meus pais têm medo de eu sair tarde, então venho mais cedo ou, se quiser vir mais tarde, com amigos", relata.
O estudante de educação física e professor de skate Augusto Elpidio, 24, frequenta quase diariamente a Praça Flautim para praticar o esporte.
"Sempre gostei de skate, é quase uma terapia. Dou aula aqui também, então virou profissão e hobby. Foi através do skate que conheci muita gente. É uma sensação de liberdade", afirma.
Segundo ele, o ambiente vai além da prática esportiva. "A gente acaba formando uma família. Às vezes, fazemos reformas na pista juntos. Isso une muito. Existe respeito com os moradores também, evitamos andar depois das 22h por pedido deles", explica.
Descanso
Para quem vive em apartamento, os espaços voltados para pets fazem diferença. Morador de Águas Claras há 22 anos, quase o mesmo tempo de existência da cidade, o advogado Gefferson Albuquerque, 47, frequenta diariamente o parque canino chamado "Parcão", na Avenida das Araucárias, com seus cães Poli, uma border collie, e Juca, um red husky.
"É maravilhoso esse espaço. Tem uma utilidade muito grande para quem vive em apartamento. Trabalho em casa, então é bom sair, ficar sentado e deixar eles brincando livres e gastando energia." Ele também destaca o papel dos animais em um momento pessoal delicado. "Eu me divorciei recentemente, e os cachorros estão trazendo acolhimento nesse processo. Eles ajudam muito."

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