
O Tribunal do Júri do Guará julga, nesta quinta-feira (14/5), João Paulo Teixeira, acusado de envolvimento no assassinato de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, morta e esquartejada em janeiro de 2025. Durante o julgamento, que já ultrapassa sete horas de duração, o réu admitiu ter ajudado a ocultar o corpo da vítima, mas negou participação direta no homicídio.
Em depoimento, João Paulo afirmou que estava no local no dia do crime e relatou que dois adolescentes teriam cometido o assassinato.
Segundo o réu, os menores envolvidos pediram ajuda para esconder o corpo de Thalita e ofereceram R$ 500 e 20 pedras de crack em troca do serviço. “Eu cheguei no local e pediram para eu pegar um carrinho de mão e uma pá. Quando eu cheguei no local, o William estava todo cheio de sangue. Eu falei que eles não deveriam ter feito isso, que ia dar problema”, disse.
João Paulo também descreveu a cena encontrada no local do crime. “Tava todo cortado o corpo. Não sei como cortaram. Tinha uma faca na mão do William”, afirmou.
Segundo ele, sua atuação se limitou a retirar e enterrar o corpo após a morte da vítima. Mais de 20 familiares de Thalita acompanham o julgamento no Fórum do Guará, que continua em andamento.

Cidades DF
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