Podcast

Prêmio Engenho celebra mulheres e traz festival gratuito de jornalismo

Kátia Cubel, criadora dos Prêmios Engenho Mulher e Engenho de Comunicação falou no podcast do Correio sobre violência de gênero, o papel da imprensa na cidadania e o futuro da profissão.

 22/05/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. PodCast do CB - Katia Cubel - Jornalista Empreendedora. Criadora dos Premios Engenho Mulher, Engenho de Comunicação e do Festival de Jolismo do premio Engenho.  -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
22/05/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Cidades. PodCast do CB - Katia Cubel - Jornalista Empreendedora. Criadora dos Premios Engenho Mulher, Engenho de Comunicação e do Festival de Jolismo do premio Engenho. - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Por Gabriela Cidade*

O Podcast do Correio recebeu, nesta segunda (25), Kátia Cubel, jornalista e criadora dos Prêmios Engenho Mulher, Engenho de Comunicação e do Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho. Na bancada, as jornalistas Sibele Nigromante e Mila Ferreira conversaram com a convidada sobre os eventos que acontecem esta semana, sobre o futuro e o trabalho jornalístico.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Nesta segunda-feira (25), serão premiadas as três vencedoras do 4º Prêmio Engenho Mulher —Reconhecimento a quem nos Transforma, no Museu de Arte de Brasília (MAB). Desde 2023 acontece a premiação, que, segundo Kátia, surgiu a partir do aumento de casos de violência de gênero às mulheres no Brasil, e, em especial, às jornalistas. “Dentro desses ataques de violência de gênero, as mulheres jornalistas são as mais atingidas. O Brasil está em uma colocação muito triste de agressões à jornalistas, e, dentro disso, o público que mais recebe essas agressões é o público feminino”. Kátia afirma que esse fenômeno não é mundial, e sim um fato da realidade brasileira que deve ser olhado com atenção. 

A criadora da premiação conta a tristeza que sentiu com uma situação vivida pela jornalista Patrícia Campos Mello em 2019, que sofreu diversas agressões relacionadas à reportagens que escreveu. Pessoas incomodadas com seu trabalho fizeram uma montagem com o rosto da jornalista no corpo de outra mulher com as pernas abertas e notas de dólares saindo de suas partes íntimas. Essa imagem circulou pelo X (antigo Twitter). 

Dentro desse cenário, surgiu a reflexão sobre o que poderia ser feito, de maneira pacifista, no combate à essa violência. “Então eu falei: eu vou trazer mulheres jornalistas, que são um alvo recorrente de violência de gênero, para terem o poder de escolher outras mulheres que fazem do mundo um lugar melhor para todas nós.” contou Kátia Cubel. Em 2023, a primeira edição do Prêmio Engenho Mulher aconteceu.

Kátia também é a criadora do Prêmio Engenho de Comunicação, premiação que, desde 2004, tem como premissa o jornalismo como ferramenta de cidadania e promoção do pensamento crítico. Em 10 de Novembro de 2026 acontece a 22ª edição do evento que celebra jornalistas e veículos, tornando-os notícia. Para Kátia, “o jornalismo, há muito tempo, é visto como um quarto poder da sociedade, mas, para além disso, ele é um pilar da cidadania.” Ela indica que, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil está entre os países que mais consome e difunde fake news, mentiras que manipulam a percepção dos indivíduos sobre diversos assuntos.

Para além do Prêmio Engenho Mulher e o Prêmio Engenho de Comunicação, surgiu em  2025 o Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho, voltado para estudantes e à formação dos futuros profissionais, visando as necessidades que o mundo e o mercado de trabalho exigem. O tema deste ano é Inteligência Artificial, com palestras e oficinas por especialistas da área como Patrício Macedo (TV Brasília), Ana Dubeux (Correio Braziliense) e Patrícia Blanco (Instituto Palavra Aberta). Segundo a jornalista, o principal objetivo do festival é trazer ao estudante o compromisso do jornalismo, como a fidelidade aos fatos e à sociedade. “A crise do jornalismo não é mundial, vivemos no Brasil uma crise de credibilidade em muitas instituições”. 

Perguntada sobre o uso da Inteligência Artificial no trabalho jornalístico, Kátia Cubel apontou que a IA mudará o cenário laboral em todo o mundo, porém, não substituirá o ser humano. Orientou a necessidade de entender os limites da ética no uso de novas ferramentas e que o jornalista deve, a todo momento, buscar a educação continuada: “temos que nos atualizar para os desafios que a sociedade nos trás”. A jornalista reforçou, direcionada aos estudantes de comunicação, a importância da pergunta e da curiosidade para a profissão.  

O Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho ocorrerá no Auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nesta quarta (27) e quinta (28), é gratuito e aberto ao público, apesar do foco em estudantes. Para participar, basta realizar inscrição até hoje, terça (26). 

Finalizando a conversa, Kátia se diz esperançosa com o futuro: “Espero contribuir para que nossas filhas e nossos filhos encontrem condições mais acolhedoras de um mundo melhor com mais solidariedade entre as pessoas”. 

*Estagiária sob supervisão de Márcia Machado

Assista ao Podcast aqui:

Serviço: 

“2º Festival de Jornalismo do Prêmio Engenho”

Quando: 27 e 28 de Maio, 8h30 

Local: Auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)

Participação mediante inscrição gratuita. Vagas limitadas!


“Prêmio Engenho Mulher”

Quando: hoje, 25/05, 17h30

Local: Museu de Arte de Brasília (MAB)

 

  • Google Discover Icon
postado em 25/05/2026 17:44
x