O empresário Flávio Cruz, 49 anos, morto na manhã desta quarta-feira (6/5) dentro da própria oficina no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), em Brasília, deixa um filho de 6 anos, além de dois irmãos, que estão em choque com o ocorrido.
Flávio era conhecido entre familiares e pessoas próximas como alguém tranquilo e trabalhador. Testemunhas relataram que ele mantinha uma rotina comum no local e que havia acolhido recentemente o autor do crime, que estava há apenas oito dias trabalhando com ele.
Para a sobrinha Caroline Leslye, 28 anos, a principal marca deixada pelo tio, que é divorciado, é o cuidado com o filho de 6 anos. Segundo ela, toda a vida de Flávio girava em torno da criança.
“Ele era um paizão, muito presente. Tudo que ele construiu não foi pra ele, foi para o filho. Esse é o legado que ele deixa”, afirmou.
Caroline disse, ainda, que acompanhou de perto momentos importantes da vida do tio, como o nascimento do filho. A relação próxima fez com que Flávio fosse visto como uma figura central entre os parentes.
“Ele ensinou a gente a dirigir, era aquele tiozão mesmo, muito presente na vida de todo mundo”, disse Carolina.
A notícia da morte pegou a família de surpresa. Segundo Caroline, Flávio havia retornado recentemente de uma viagem para buscar peças em Alexânia ao lado do irmão, Leonardo Cruz, e não havia qualquer sinal de que algo fora do comum pudesse acontecer.
“A gente não acreditou quando soube. Mais cedo, eu tinha falado com meu pai e com ele. Nunca passou pela nossa cabeça uma coisa dessas”, relatou. Carolina classificou o ocorrido como uma crueldade.
O autor do crime foi identificado como Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, funcionário da oficina. Ele foi preso em flagrante por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal e encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia, onde o caso é investigado.
Segundo testemunhas, após o crime, o homem teria ido a um bar nas proximidades e apresentava comportamento transtornado cerca de duas horas depois.
Colaborou Luiz Francisco
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