A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta terça-feira (26/5) que o Banco de Brasília (BRB) deixa um dos momentos mais delicados de sua crise financeira após o avanço das negociações entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União e o Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar uma operação bilionária de capitalização da instituição.
Após audiência de conciliação conduzida pelo ministro Luiz Fux, Celina afirmou que o banco conseguiu superar uma etapa considerada crítica, principalmente na área de liquidez, após medidas adotadas pelo BRB e pelo governo local.
“Nós sabemos que o BRB é um banco que, hoje, sustenta toda a estrutura do Governo do Distrito Federal e da população do Distrito Federal. São mais de 10 milhões de correntistas. Então, na data de hoje, o BRB sai desse momento tão grave que ele viveu”, declarou.
A governadora também destacou que as investigações sobre as operações envolvendo o Banco Master devem continuar e defendeu a responsabilização dos envolvidos. “Tenho certeza de que a ação criminal em curso vai punir as pessoas que fizeram todo o mal à população do Distrito Federal e ao banco”, afirmou.
Celina ressaltou, ainda, que o banco realizou uma série de medidas para reforçar o caixa da instituição antes mesmo da negociação conduzida no STF. Segundo ela, o BRB vendeu ativos e avançou em operações de securitização para ampliar a liquidez. “Nós vendemos R$ 4 bilhões em ativos, e a securitização da dívida gerou um total de R$ 8 bilhões em liquidez”, disse.
Durante a fala, a governadora agradeceu ao Ministério da Fazenda, à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao STF pela construção do acordo. Ela citou nominalmente o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o ministro da AGU, Jorge Messias, e o ministro Luiz Fux pela condução das negociações. “Essa capacidade de diálogo é o que realmente importa para a população, tanto para o governo federal quanto para o Governo do Distrito Federal”, afirmou.
O acordo em discussão no Supremo busca flexibilizar restrições fiscais impostas ao DF para permitir uma operação de crédito bilionária destinada à recomposição do capital do BRB. A medida ocorre após pressões regulatórias enfrentadas pelo banco em meio à crise desencadeada pelas operações ligadas ao Banco Master.
