Em meio a buzinas, sirenes e ao som de “Que País é Esse”, da banda Legião Urbana, servidores, sindicalistas e acionistas minoritários do Banco de Brasília (BRB) realizaram, na manhã desta quinta-feira (28/5), uma carreata em defesa da instituição financeira. A mobilização teve concentração em frente à Arena BRB Mané Garrincha e seguiu em direção ao Palácio do Buriti, com passagem também pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
O ato ocorreu após as recentes movimentações envolvendo o banco no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi organizado por entidades representativas de funcionários e aposentados. A Aneabrb (Associação Nacional dos Empregados Ativos e Aposentados do BRB) e a AABR (Associação Atlética Banco de Brasília) convocaram empregados, acionistas e a população do Distrito Federal para participar da manifestação, que começou às 9h30. Em nota, as associações afirmaram que o objetivo é defender o caráter público do banco e alertar para possíveis prejuízos envolvendo operações recentes da instituição.
“O Banco de Brasília é patrimônio da nossa sociedade. É hora de mostrar nossa união e lutar por um banco público forte, transparente e comprometido com o desenvolvimento do DF”, sustentaram as entidades organizadoras, que já haviam demonstrado preocupação à diretoria do BRB sobre impactos financeiros relacionados à aquisição de ativos do Banco Master.
Porta-voz da Aneabrb, Hugo Pinto, 43 anos, afirmou que a carreata foi planejada como uma forma de chamar atenção da sociedade e das autoridades políticas para o papel desempenhado pelo banco no Distrito Federal. “A ideia é mostrar a importância do banco. O BRB está do lado da sociedade do Distrito Federal”, declarou.
Entre os participantes do ato, o sentimento predominante foi de preocupação com o futuro da instituição. Aposentado há oito anos e ex-gerente geral do banco, Gilvanio Costa, 60, afirmou que os desdobramentos envolvendo a compra de ativos do Master surpreenderam funcionários e ex-servidores. Segundo ele, o BRB consolidou, ao longo dos anos, uma posição estratégica para o DF, ampliando sua atuação para além das fronteiras da capital.
“O BRB é um patrimônio do Distrito Federal. O banco ganhou grande capilaridade fora do estado, administra contas de diversos órgãos e presta um papel relevante para a sociedade”, defendeu o ex-servidor.
