
A governadora Celina Leão (PP) oficializou, neste domingo (14/6), uma série de medidas voltadas à sustentabilidade, ao turismo ecológico e à preservação hídrica no Distrito Federal. A assinatura dos atos ocorreu durante a Caminhada Ecológica do Meio Ambiente 2026, no Parque Ecológico de Águas Claras, evento que instituiu o Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas do DF.
Entre os decretos assinados estão a regulamentação da pesca e do manejo do pirarucu no DF, o estabelecimento de normas de pesca para o Lago Paranoá e o acordo para reestruturação do sistema de trilhas ecológicas no Jardim Botânico. A solenidade também autorizou o início da reforma da academia ao ar livre do local e a ampliação do videomonitoramento integrado em quatro parques urbanos.
Durante o seu pronunciamento, Celina defendeu que a preservação ambiental exige ações imediatas e responsabilidade com os recursos hídricos. “Eu acredito muito que o meio ambiente precisa ser cuidado. Nós moramos em uma área de Cerrado e a nossa água vem das nascentes. Se não as preservarmos, não teremos água. Cuidar do meio ambiente não é cuidar do futuro, é cuidar do nosso presente”, pontou.
A governadora destacou o impacto das trilhas ecológicas na qualidade de vida da população. “Quem não conhece as trilhas do DF precisa conhecer. Já está pesquisado e comprovado que quem convive no meio ambiente vive melhor, tem uma saúde mental melhor”, completou.
Na sequência, o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Gutemberg Gomes, detalhou o andamento das metas de reflorestamento e as estratégias para mitigar custos de manutenção nos espaços públicos.
“Lançamos o decreto que instituiu o plantio de mudas nativas com a sociedade e, junto ao governo e à sociedade civil organizada, este ano a gente bate a meta de um milhão de árvores. Também lançamos o edital de R$ 8 milhões do fundo do meio ambiente para trabalharmos o reflorestamento urbano”, explicou, ressaltando que a instalação de um poço artesiano em Águas Claras ajudará a reduzir os impactos financeiros e hídricos do parque.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Rafael Santana, reforçou que as ações concretizadas representam uma expansão da consciência ecológica e detalhou o funcionamento prático dos novos decretos. Em relação à segurança e ao combate a incêndios, o chefe da pasta especificou o alcance do monitoramento.
“Serão instaladas câmeras de segurança no Parque do Cortado, de Águas Claras, do Ezechias Heringer e do Setor O. Também serão implementadas as câmeras térmicas, com a primeira instalada no alto do Shopping JK para verificar mudanças de temperatura e antecipar o contato com o Ibram e o Corpo de Bombeiros, visando reduzir os incêndios em regiões críticas após uma diminuição inédita de 66% nas queimadas do DF”.
Sobre as águas da capital, o secretário disse que as novas regras visam ordenar a atividade esportiva e conter desequilíbrios na fauna local. “O primeiro decreto traz a regulamentação de quem pode pescar, como pode ser pescado e os níveis profissionais e amadores aceitos no Paranoá. A outra atividade é voltada para o pirarucu, um peixe vindo da Amazônia que, por ser invasor, não tem um predador natural no Cerrado. Por isso, a governadora assinou o decreto de autorização de pesca desse peixe em específico”, explicou Santana, adiantando que as ações na pasta preveem mais de R$ 25 milhões investidos até o fim do mês.
Contato com a natureza
A iniciativa atraiu tanto frequentadores habituais quanto grupos organizados voltados à formação socioambiental de jovens. A estudante Beatriz Fonseca, 17 anos, integrante do Grupo Escoteiro de Águas Claras, compareceu ao evento incentivada pelo movimento e ressaltou o papel pedagógico da preservação.
“Quando você tem essa prática de conscientização ambiental, a gente consegue transformar as atividades mais simples em benéficas tanto para nós quanto para o meio ambiente. A gente aprende e valoriza esse contato com a natureza”, declarou a jovem.
Para quem utiliza o espaço para o bem-estar diário, o estímulo a eventos coletivos fortalece os laços comunitários e a saúde mental. A psicóloga Leila Albuquerque, 50, que caminhava pelo local acompanhada de seu cão Mike, destacou os benefícios do parque e sugeriu mais interações coordenadas.
“A importância desse espaço é principalmente a atividade física, porque melhora o corpo e a saúde mental através da interação com o meio ambiente. Eventos assim motivam mais pessoas a virem. O que eu vejo que falta é ter uma atividade em grupo direcionada, o que fomentaria também a interação social”, comentou a moradora da região administrativa.

Cidades DF
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