Investigação

Casal desvia R$ 2 milhões da Capital de Prêmios e cria concorrente no DF

Lucas Vitor Paiva Chereze e a mulher, Jaqueline Isabel de Almeida Chereze, foram presos pela Polícia Civil. Segundo a corporação, eles ameaçavam testemunhas e pretendiam fugir do país

Lucas e Jaqueline foram presos pela Polícia Civil nesta terça -  (crédito: Redes sociais)
Lucas e Jaqueline foram presos pela Polícia Civil nesta terça - (crédito: Redes sociais)

Um casal do Distrito Federal é acusado de desviar mais de R$ 2 milhões da empresa de sorteios Capital de Prêmios. Os alvos, Lucas Vitor Paiva Chereze e a mulher, Jaqueline Isabel de Almeida Chereze, foram presos pela Polícia Civil (PCDF) nesta terça-feira (16/6).

A operação foi coordenada pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte). A investigação apontou que, por cerca de um ano, Lucas e Jaqueline subtraíram recursos da empresa Capital de Prêmios. O montante ultrapassa R$ 2 milhões.

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O dinheiro foi destinado, segundo a polícia, à abertura de uma organização semelhante: a Brasília solidária. Com pouco mais de 3 mil seguidores, a empresa fundada pelos desvios promovia sorteios ao vivo todos os domingos às 10h e mantinha uma sede física na Rua 4A de Vicente Pires.

O site da plataforma saiu do ar após a operação. No Instagram, 81 posts evidenciavam os ganhos dos clientes. Em uma das premiações, o prêmio principal chegou a R$ 30 mil. Outros três de R$ 5 mil cada e 10 giros de R$ 500. A dinâmica espelhava-se na Capital de Prêmios.

De acordo com o delegado Fernando Fernandes, da 19ª DP, a prisão foi necessária porque o casal estaria ameaçando testemunhas e preparava-se para fugir do país. Nas buscas, os investigadores apreenderam duas pistolas e uma espingarda.

Nos perfis pessoais do Instagram, Lucas e Jaqueline bancavam uma vida luxuosa, com viagens internacionais, carros de alto padrão e festas glamourosas.

Dois dias antes da operação, a assessoria jurídica do Brasília Solidária emitiu um comunicado no Instagram da empresa. A informação era de que o sorteio previsto foi adiado temporariamente por orientação jurídica, “visando garantir total transparência, segurança e regularidade do processo”. Alegou, ainda, que os bilhetes permaneceriam válidos e que os participantes não seriam prejudicados.

A reportagem tenta contato com a defesa para esclarecimentos sobre a prisão dos alvos.

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postado em 16/06/2026 21:49
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