Investigação

Dona de spa do Lago Sul é presa por venda ilegal de canetas emagrecedoras

Naíla Milainy, 38 anos, anunciava a venda dos fármacos pelas redes sociais, que conta com mais de 200 mil seguidores

Influencer foi solta em audiência de custódia -  (crédito: Redes sociais)
Influencer foi solta em audiência de custódia - (crédito: Redes sociais)

A influencer e proprietária da Mansão Spa Pink, no Lago Sul, Naíla Milainy, 38 anos, foi presa pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por comercializar, de maneira ilegal, canetas emagrecedoras. As vendas eram divulgadas por ela no próprio Instagram, que acumula 205 mil seguidores.

A operação conduzida pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) ocorreu na segunda-feira (15/6), após a Justiça expedir mandado de busca e apreensão contra a influenciadora. Os policiais estiveram na casa dela, na QI 29, mesmo endereço onde mantém o Spa. O espaço oferece bronzeamento artificial, salão de beleza no geral e procedimentos estéticos.

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Na casa, a polícia apreendeu sete ampolas de vidro e três de plástico da substância Tizerpatida, seringas, agulhas, agenda e documentos. Segundo a Cord, a venda era ilegal, sem qualquer autorização ou permissão. A Vigilância Sanitária interditou partes do estabelecimento por identificar infrações administrativas. Em um storie do Instagram, já após ser solta, Naíla comunicou às clientes que o espaço passaria por uma reforma.

No Instagram, Naíla alimentava stories na aba chamada “destaque” sobre os efeitos “milagrosos” do fármaco e o passo a passo para a compra. “Quer secar a barriga mais rápido para as festas de fim de ano? Me chama no direct”, escreveu em uma publicação.

O medicamento paraguaio de 15mg — sem autorização para a venda no Brasil — era repassado a R$ 780.

Custódia

Naíla passou por audiência de custódia nessa terça-feira (16/6) e foi solta pela Justiça, mediante o cumprimento de requisitos. Ela está proibida de mudar de endereço ou ausentar-se do DF sem comunicar a Justiça e não poderá anunciar ou comercializar, por qualquer meio, produtos destinados a fins terapêuticos e medicinais.

A Justiça determinou ainda a suspensão do exercício de atividades estéticas que envolvam administração de substâncias injetáveis. A defesa da influenciadora, representada pela advogada Letícia Oliveira, ao protocolar o pedido para a concessão de liberdade provisória, justificou a ausência dos requisitos da prisão preventiva.

“No caso em apreço, não há nos autos qualquer elemento concreto que indique que a custodiada, em liberdade, represente risco efetivo à ordem pública, à instrução criminal ou à futura aplicação da lei penal. A segregação cautelar não pode ser fundamentada exclusivamente na gravidade abstrata do delito imputado, sob pena de afronta aos princípios constitucionais da presunção de inocência e da excepcionalidade da prisão processual”, frisou a advogada.

No pedido, a defensora destacou os vínculos de Naíla com familiares, incluindo o filho.

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postado em 17/06/2026 16:29
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