
Comida típica da gastronomia espanhola, reencontros e apoio incondicional à Lá Furia. Durante os 90 minutos, torcedores espanhóis reunidos no Instituto Cervantes, na Asa Sul, fizeram festa e comemoraram a vitória da seleção espanhola, neste domingo (216/), por 4 a 0 contra a Arábia Saudita. Com o placar, a comunidade espanhola fechou o domingo confiante no bicampeonato mundial.
Para a diretora do Instituto Cervantes, Rosa María Sánchez, 61 anos, a oportunidade de acolher os compatriotas e entusiastas do futebol espanhol em um momento tão importante é motivo de grande orgulho. Embalada pelo ótimo desempenho do time em campo, ela não escondeu a empolgação e a esperança para um possível bicampeonato mundial
"Para a gente é fabuloso, né? Nós gostamos muito de ter todo mundo aqui, toda a torcida da Espanha, para animar, para torcer pela seleção da Espanha. Estamos gostando muito. É muito bom ter todos reunidos aqui”, comemorou Rosa María.
O curioso é que estar longe de casa parece intensificar o amor pela camisa da seleção espanhola. Para quem vive no Brasil, o jogo de futebol funciona como um ponto de reencontro com as próprias raízes, fortalecendo os laços comunitários. O torcedor Aaron Gas, 28 anos, destacou a emoção de torcer ao lado de tantos amigos que também estão longe de casa."Acredito que a Espanha tem possibilidades de chegar na final. Quando a gente se reúne com outros espanhóis para ver o jogo, é muito emocionante", relatou Aaron.
De olho na final
A confiança na conquista do troféu é quase que unânime entre aqueles que estavam presentes no Instituto. Pas Facio, 63 anos, traduziu o sentimento de pertencimento compartilhado por muitos imigrantes e projetou uma final entre Brasil e Espanha."Nós estamos muito felizes porque nós fazemos aqui parte da Espanha, mesmo que nós estamos agora aqui no Brasil, mas levamos o sentimento da Espanha muito dentro de nós, então estamos curtindo muito a partida hoje”, detalhou.
Sobre ser campeã do mundo, ela tenta manter os pés no chão. Mas, diante de um futebol de dar inveja, é impossível não continuar acreditando. “Vamos tentar e vamos fazer o melhor que sabemos fazer, que é jogar futebol, e depois vamos ver se talvez, na final, esteja o Brasil e a Espanha. Isso seria ótimo", projetou Pas.
Com a torcida inflamada e o futebol correspondendo em campo, a comunidade espanhola na Asa Sul promete continuar fazendo barulho e mantendo viva a esperança do bicampeonato mundial. Crianças, adultos e idosos, juntos, torcendo por um título que não vem há 16 anos.

Cidades DF
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