Negociação

Justiça do Trabalho propõe acordo para vigilantes em greve

TRT-10 sugere usar acordos de grandes empresas como base e pede suspensão de paralisação até assembleia

Assembleia na última segunda-feira (22/6) reuniu centenas de vigilantes no Conic -  (crédito: Redes sociais)
Assembleia na última segunda-feira (22/6) reuniu centenas de vigilantes no Conic - (crédito: Redes sociais)

O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) apresentou uma proposta para mediar a campanha salarial dos vigilantes do Distrito Federal e evitar uma paralisação geral da categoria. A iniciativa, conduzida pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc/2º Grau), busca alinhar os interesses de trabalhadores e empresas de segurança privada para viabilizar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT/2026).

A sugestão de acordo, assinada pela desembargadora Flávia Simões Falcão e articulada pelo juiz Rogério Neiva, tomou como base três Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) já fechados de forma independente pelo sindicato da categoria com grandes empresas do setor. A intenção do Tribunal é estender as cláusulas sociais e econômicas desses contratos firmados para as demais empresas do segmento no DF.

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Atualmente, as negociações estão travadas em dois pontos principais. São eles:

  • Reajuste salarial: O percentual do aumento e o pagamento dos valores retroativos esbarram na situação fiscal do Distrito Federal;
  • Plano de saúde: Há divergências sobre como deve ser feita a comprovação dos repasses para o custeio do benefício.

Para destravar o impasse do plano de saúde, a Justiça propôs manter as regras atuais de comprovação até o fim de 2026. Além disso, o TRT-10 se comprometeu a consultar formalmente a Receita Federal para esclarecer como a Reforma Tributária afetará esse tipo de benefício em acordos coletivos.

Em contrapartida à mediação, o tribunal exige que os vigilantes suspendam qualquer movimento de greve enquanto durarem as conversas. O sindicato da categoria informou que levará a proposta de trégua para votação em assembleia marcada para segunda-feira (29/6). O sindicato patronal tem o prazo de 10 dias para responder se aceita os termos sugeridos pela Justiça.

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postado em 26/06/2026 17:31
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