
O Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) apresentou uma proposta para mediar a campanha salarial dos vigilantes do Distrito Federal e evitar uma paralisação geral da categoria. A iniciativa, conduzida pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc/2º Grau), busca alinhar os interesses de trabalhadores e empresas de segurança privada para viabilizar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT/2026).
A sugestão de acordo, assinada pela desembargadora Flávia Simões Falcão e articulada pelo juiz Rogério Neiva, tomou como base três Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) já fechados de forma independente pelo sindicato da categoria com grandes empresas do setor. A intenção do Tribunal é estender as cláusulas sociais e econômicas desses contratos firmados para as demais empresas do segmento no DF.
Atualmente, as negociações estão travadas em dois pontos principais. São eles:
- Reajuste salarial: O percentual do aumento e o pagamento dos valores retroativos esbarram na situação fiscal do Distrito Federal;
- Plano de saúde: Há divergências sobre como deve ser feita a comprovação dos repasses para o custeio do benefício.
Para destravar o impasse do plano de saúde, a Justiça propôs manter as regras atuais de comprovação até o fim de 2026. Além disso, o TRT-10 se comprometeu a consultar formalmente a Receita Federal para esclarecer como a Reforma Tributária afetará esse tipo de benefício em acordos coletivos.
Em contrapartida à mediação, o tribunal exige que os vigilantes suspendam qualquer movimento de greve enquanto durarem as conversas. O sindicato da categoria informou que levará a proposta de trégua para votação em assembleia marcada para segunda-feira (29/6). O sindicato patronal tem o prazo de 10 dias para responder se aceita os termos sugeridos pela Justiça.

Cidades DF
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