O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF), organiza uma paralisação geral nesta quinta-feira (11/6), em protesto contra o acordo firmado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para a recuperação do Banco de Brasília (BRB), aprovado nessa terça-feira (9/6), na Câmara Legislativa do DF (CLDF). A mobilização prevê um ato em frente ao Palácio do Buriti, a partir das 9h30.
De acordo com a entidade, o acordo assinado no Supremo Tribunal Federal (STF) garante ao BRB um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas impõe como contrapartida um ajuste fiscal que pode chegar a R$ 4 bilhões ainda este ano. Para o sindicato, a medida transfere para os servidores e para a população o custo de uma crise que não foi provocada pelo funcionalismo.
A entidade critica a possibilidade de congelamento salarial, suspensão de concursos públicos e bloqueio de nomeações. Segundo os representantes sindicais, o impacto vai além do serviço público, atingindo diretamente áreas essenciais como saúde, educação e assistência social. “O acordo pode até aliviar a situação imediata do banco, mas não pode ser usado para congelar o futuro do Distrito Federal”, afirmam em nota.
Como parte da mobilização, o Sinpro-DF informou que disponibilizará ônibus saindo de diferentes regiões administrativas para levar os trabalhadores ao ato. Além da paralisação desta quinta-feira, outras ações setoriais devem ser organizadas nos próximos dias.
Ao Correio, a Secretaria de Educação do DF (SEEDF) informou que a adesão à paralisação é facultativa aos professores, cabendo a cada profissional decidir pela participação no ato e acrescentou que eventuais suspensões de aulas terão reposição, conforme o calendário escolar, de modo a assegurar o cumprimento dos 200 dias letivos e evitar prejuízos à aprendizagem dos estudantes.
