Com as reuniões entre familiares e amigos para assistir aos jogos da Copa do Mundo 2026, diferentes setores da economia são impulsionados no DF. Durante entrevista ao CB.Agro, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília, o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), Jael Silva, e o empresário do setor de carnes Rogério Trondoli destacaram as expectativas positivas para o período, incentivado tanto pelo aumento do consumo quanto pelos investimentos realizados pelos estabelecimentos para atrair clientes durante os jogos da Seleção Brasileira.
Nos bares e restaurantes, a expectativa é de forte movimentação. De acordo com Jael Silva, os empresários têm apostado em decorações temáticas, promoções especiais e ações criativas para transformar os estabelecimentos em pontos de encontro para os torcedores.
Além dos ambientes personalizados com referências à Seleção Brasileira, muitos locais estão oferecendo bebidas com preços promocionais e descontos em petiscos para atrair clientes. Entre as estratégias adotadas, há ofertas em chopes, caipirinhas e caipiroscas. “Teve um comerciante que fez um tira-gosto chamado de “Canarinho” (referência ao mascote da Seleção Brasileira), que nada mais é do que o frango à passarinho, pra poder vender melhor”, brinca o presidente do Sindicato.
O empresário Rogério Trondoli destacou que os avanços no melhoramento genético do rebanho bovino têm ampliado as opções disponíveis para os consumidores, permitindo que cortes antes considerados menos nobres, como acém e paleta, apresentem maior maciez e qualidade para o preparo na churrasqueira. “Isso torna o churrasco mais acessível a diferentes perfis de público”, afirmou.
Como algumas partidas ocorrerão à noite, alternativas mais práticas, como hambúrgueres, tendem a ganhar espaço entre os torcedores que optarem por assistir aos confrontos fora de casa. Para aqueles que não abrem mão do churrasco, Trondoli recomenda cortes mais magros, “a exemplo do ancho e flat iron”, sugere.
Além disso, a permanência dos clientes nos estabelecimentos costuma ser prolongada em dias de jogos. Segundo Jael Silva, muitos frequentadores chegam horas antes do início das partidas para garantir lugar e aproveitar a programação, enquanto diversos bares já trabalham com sistemas de reserva para atender à alta demanda. “Em torno de 50% dos bares estão organizando o funcionamento por reserva”, reforça.
A expectativa do setor é de que a Copa do Mundo gere resultados ainda mais expressivos do que os observados na edição anterior. Conforme estimativa apresentada pelo presidente do Sindhobar, “os estabelecimentos projetam crescimento médio de até 30% no faturamento durante os dias de jogos, em comparação com o mesmo período do ano passado”, aponta Silva. O otimismo é reforçado pelo fato de que a Copa de 2022 ocorreu em um contexto ainda marcado pelos reflexos da pandemia, quando parte da população permanecia reticente em frequentar espaços coletivos.
Assista à entrevista na íntegra:
