SAÚDE PÚBLICA

GDF investe R$ 32 milhões para ampliar cirurgias eletivas

Recursos vão possibilitar mais de 5 mil procedimentos em ginecologia e otorrinolaringologia, entre outras especialidades

A governadora Celina Leão (PP) autorizou um novo investimento de R$ 32,1 milhões para ampliar a realização de cirurgias eletivas na rede pública de saúde. Os recursos serão destinados à contratação de 5.098 procedimentos cirúrgicos nas áreas de ginecologia e otorrinolaringologia, com foco na redução das filas de espera e na ampliação do acesso da população aos atendimentos especializados. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17/6), durante cerimônia no Palácio do Buriti.

A contratação faz parte das ações do programa Opera DF, criado para ampliar a capacidade assistencial do sistema público por meio da parceria com a rede privada. A iniciativa já possibilitou a contratação de mais de 20 mil cirurgias e contribuiu para aumentar em 50% a produção global de procedimentos, com investimento de R$ 90,7 milhões.

“Estamos lançando dois editais importantes, um de ginecologia e outro de otorrino, para que possamos atacar as filas de cirurgias que estavam nessas duas especialidades”, comentou a chefe do Executivo. “Com essas duas contratações, ultrapassamos as 20 mil cirurgias dentro do Opera DF. Dessas, a rede privada já operou cerca de 6 mil”, disse Celina.

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Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a estratégia tem produzido resultados. “Nosso objetivo é reduzir tempo de espera e ter um prazo factível para esses pacientes. Nós tínhamos um tempo de espera de mais de mil dias para cirurgia de varizes. Hoje, está em torno de nove dias. Tínhamos um tempo de espera que ultrapassava um ano para cirurgia de hérnia. Estamos com 50 dias agora”, afirmou.

Do total de recursos anunciados, R$ 14,5 milhões serão destinados à realização de 2.081 histerectomias, procedimento indicado para casos de miomas, endometriose grave, sangramentos intensos e outras condições clínicas. Estão previstas 1.581 histerectomias abdominais totais, 348 histerectomias vaginais, 127 videolaparoscopias e 25 subtotais.

Intervenções de otorrinolaringologia receberão R$ 17,6 milhões para a contratação de 3.017 cirurgias. Entre os procedimentos previstos, estão 1.342 septoplastias reparadoras não estéticas, 1.129 adenoamigdalectomias, 293 amigdalectomias e 253 adenoidectomias. As intervenções beneficiam, principalmente, pacientes com dificuldades respiratórias, obstruções nasais e infecções recorrentes que comprometem a qualidade de vida.

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A ampliação da oferta de cirurgias eletivas, por meio do Opera DF, tem permitido que procedimentos de menor complexidade sejam realizados em hospitais da rede privada e liberado espaço na estrutura da pasta da saúde para atendimentos mais complexos. “A gente tem uma fila de espera muito grande, e essa fila é dinâmica, porque ela aumenta diariamente. Mas, ao mesmo tempo, nós estamos atacando essa fila com cirurgias eletivas. Então, a gente consegue com isso atacar a fila das cirurgias, deixar a nossa rede para alta complexidade e reduzir o tempo de espera”, destacou a governadora.

O secretário Juracy Lacerda atribuiu o resultado ao trabalho das equipes da rede pública. “Nós sabemos que mais resultados virão. Esse recorde não veio de maneira aleatória. Nós temos um time comprometido dentro dos nossos centros cirúrgicos com projeto e ferramentas de controle. Nós queremos reduzir o tempo de espera. É inadmissível ter paciente aguardando há vários anos por uma cirurgia. E eu, como médico de formação e gestor, fiz o juramento de tentar buscar o melhor para os nossos pacientes”, celebrou.

Reformulação

Além dos investimentos, a governadora também anunciou a reformulação do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (Pdpas). O objetivo da medida é ampliar o alcance da iniciativa dentro da Secretaria de Saúde e fortalecer a autonomia das unidades para realizar manutenções, adequações estruturais, compras emergenciais e contratação de serviços com mais rapidez.

O programa passa a contemplar de forma mais ampla hospitais, superintendências regionais, unidades de referência distrital e unidades básicas de saúde (UBSs). “Colocar esse recurso lá na ponta, na mão do gestor, que está todos os dias cuidando daquela unidade básica de saúde, é realmente cuidar do paciente. Tenho certeza de que a descentralização desse recurso vai empoderar ainda mais o nosso Sistema Único de Saúde e dar mais recursos para ele”, comentou Celina.

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