
Roupas de grife, pagamentos em espécie e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados estão no centro da Operação Black-Tie, realizada nesta quarta-feira (17/6). A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/Decor), cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Planaltina, no Noroeste, e em um órgão público não divulgado para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e crimes contra a Administração Pública envolvendo agentes públicos e particulares.
As investigações tiveram início em fevereiro de 2025, após a identificação de movimentações financeiras e patrimoniais consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos alvos.
No decorrer da apuração, foram encontrados indícios de tentativas de esconder a origem do dinheiro, dissimulação patrimonial e atuação coordenada entre agentes públicos e particulares para a obtenção de vantagens indevidas.
A ação, denominada Operação Black-Tie, foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Segundo os investigadores, o nome da operação faz referência a um dos elementos que despertou atenção no início das apurações: a compra de roupas de alto padrão com pagamentos feitos em espécie.
De acordo com a PCDF, essa circunstância, somada a outros indícios identificados ao longo da investigação, contribuiu para aprofundar a análise sobre a origem e a destinação dos recursos movimentados pelos investigados.
Além dos mandados de busca, foram determinadas, pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), medidas patrimoniais para preservar ativos que podem estar relacionados aos fatos investigados. O inquérito tramita sob sigilo judicial e as investigações continuam em andamento.

Cidades DF
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