A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) acendeu o sinal de alerta para o setor produtivo após confirmar a primeira ocorrência de cancro bacteriano da videira na capital. A doença, causada pela bactéria Xanthomonas citri pv. viticola, foi identificada em uma propriedade rural no PAD-DF, região administrativa do Paranoá.
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A detecção é fruto de um monitoramento iniciado em 2024 pela Seagri em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Após indícios preliminares em 2025, o laudo oficial definitivo foi emitido neste mês de junho, pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA/GO).
O avanço do patógeno preocupa as autoridades porque coincide com a expansão e o ganho de prestígio do mercado local de vinhos finos. "O cancro bacteriano representa um risco significativo para a viticultura do DF, especialmente neste momento em que os produtores têm ampliado os investimentos e os vinhos locais vêm conquistando reconhecimento nacional e internacional", alertou o secretário da Seagri-DF, Rafael Bueno.
Por se tratar de uma doença sem cura, a erradicação de plantas infectadas e a prevenção são as únicas saídas. A bactéria causa manchas nas folhas, lesões nos ramos e destrói os frutos. A contaminação ocorre pelo vento, chuva, ferramentas sujas e, principalmente, pela compra de mudas infectadas.
Para conter o avanço do foco, a Subsecretaria de Defesa Agropecuária da Seagri-DF e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciaram uma força-tarefa para delimitar a área afetada e rastrear a origem da bactéria.
A subsecretária Danielle Araújo reforçou que as equipes técnicas já intensificaram as vistorias nos parreirais da região. "Estamos intensificando as ações de monitoramento e investigação epidemiológica para compreender a distribuição da doença e adotar as medidas necessárias para proteger a viticultura do Distrito Federal", explicou.
